
Lisboa, 22 jul 2025 (Lusa) – A lÃder da IL disse hoje estranhar que se retirem “factos cientÃficos” da disciplina de Cidadania, mas afirmou que quer esperar para ver quais são as alterações em concreto que vão ser feitas antes de se pronunciar com profundidade.
“Acho muito estranho que se retirem conteúdos que são factos cientÃficos e que é óbvio que é fundamental serem lecionados aos alunos”, afirmou Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, sobre as alterações que o executivo pretende fazer à disciplina de Cidadania.
A lÃder da IL disse que “o Estado não pode estar de lado nenhum de qualquer questão ideológica”, mas tem de “garantir a melhor formação possÃvel [aos alunos], de forma abrangente, adaptada à s idades”.
“Acho estranho que se tenham retirado conteúdos como a educação sexual, que é uma questão profundamente cientÃfica, factual e que é óbvio que é importante serem lecionados aos alunos de acordo com a sua idade”, referiu.
No entanto, Mariana Leitão frisou que prefere “aguardar para ver o que é que sai desta revisão que o Governo anunciou estar a fazer, e que está agora em consulta pública”, para se pronunciar com mais profundidade.
“Não quero estar a pronunciar-me com base em eventuais especulações ou informação que não seja o mais fidedigna possÃvel”, referiu.
Sobre a reação da ministra da Saúde ao relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que indica que a morte de um homem de 86 anos em Bragança poderia ter sido evitada durante a greve do INEM, Mariana Leitão disse que esta situação justifica a necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento do instituto.
“É fundamental apurarmos a fundo o que é que se passa no INEM, o que é que causou todas estas situações, apurarmos as responsabilidades polÃticas”, disse.
Relativamente a uma eventual demissão da ministra da Saúde, Mariana Leitão considerou que cabe à governante “fazer a avaliação da sua própria consciência” e, se, “como diz que tem estado sempre tranquila, se continua tranquila ou não”.
Mariana Leitão indicou ainda que se reuniu com Marcelo Rebelo de Sousa para apresentar cumprimentos, após ter sido eleita lÃder da IL este sábado, e destacou que o seu partido apresentou hoje um projeto de lei para acabar com “nomeações polÃticas para reguladores, nomeadamente o caso do Banco de Portugal”, e que a escolha passe a ser feita em concurso público.
A lÃder da IL disse que o intuito do diploma é acabar com as “portas giratórias”, considerando que foi o que se verificou na nomeação do atual governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.
“Portanto, deixo também o desafio ao senhor primeiro-ministro para que garanta que nesta nova nomeação, que será feita, e que obviamente ainda será por nomeação, que garanta que não há qualquer nomeação por cartão partidário ou por proximidade polÃtica, mas sim alguém competente para o cargo”, desafiou.
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