
Sines, Setúbal, 07 set 2026 (Lusa) – A marcha lenta que decorre hoje nos acessos à refinaria da Petrogal, em Sines, tem uma adesão de entre 60 a 100 veÃculos e já provocou mais de 10 quilómetros de fila no Itinerário Complementar 33 (IC33).
Fonte da GNR indicou à agência Lusa que o protesto contra o aumento do preço dos combustÃveis chegou a ter, na manhã de hoje, “entre 12 a 15 quilómetros” de fila no IC33, entre Grândola e Sines, no distrito de Setúbal.
A marcha lenta automóvel provocou ainda constrangimentos na Estrada Nacional (EN120), entre São Torpes e Sines, e na Autoestrada (A26), entre Santo André e Sines, assim como no troço que liga Santiago do Cacém a Sines, disse a mesma fonte.
“A adesão é bastante grande, mas estamos ainda à espera de uma maior adesão, da parte da tarde”, afirmou Rúben Marques, empresário e um dos dinamizadores do protesto, em declarações aos jornalistas, em Sines.
Segundo os promotores, a marcha lenta, que teve inÃcio à s 08:10, vai prolongar-se “no mÃnimo por 24 horas” e pretende exigir a redução do preço dos combustÃveis e “melhores condições de vida para o povo português”.
“É o povo português que dá benefÃcios ao Estado e que paga impostos”, alegou o porta-voz da iniciativa, acrescentando que compete ao Governo garantir uma “subsistência de forma digna”.
O protesto de hoje conta com caravanas automóveis que partiram de várias estradas e locais, sempre rumo às imediações da refinaria de Sines.
A partir de Grândola, com escolta da GNR, constatou a Lusa no local, os manifestantes seguiram pelo IC33 com bandeiras de Portugal nos capôs e janelas de alguns carros, enquanto outros colaram cartazes onde se pode ler “Basta ao aumento dos combustÃveis” ou “as famÃlias não aguentam mais”.
Na rotunda de acesso à refinaria da Petrogal, as viaturas faziam o percurso inverso. Percorriam alguns quilómetros e regressavam sempre a buzinar e com algumas palavras de protesto quando as viaturas passavam junto aos jornalistas.Â
Além da redução “para 50%” do Imposto Sobre Produtos PetrolÃferos (ISP) e de “23 para 6%” do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), os manifestantes reivindicam “a ausência total da taxa de carbono”.
Esta iniciativa “não é nada contra o Governo”, mas “a favor do povo português”, sublinhou Rúben Marques, que chegou à rotunda de acesso à refinaria da Petrogal cerca de quatro horas depois do seu inÃcio, numa viatura com a bandeira nacional e ao som do hino de Portugal.
“O senhor LuÃs Montenegro tem a garantia de que será feito tudo aquilo que for necessário e que todas as medidas serão tomadas para conseguirmos que o Governo chegue a um consenso e que nos ajude”, alertou.
Questionado pelos jornalistas sobre possÃveis ligações dos promotores e os seus participantes a partidos polÃticos, Rúben Marques afiançou que o movimento “não tem qualquer tipo de aliança partidária”.
“É claro que toda a gente tem um clube de futebol, um partido polÃtico e uma etnia e aqui são todos bem-vindos. Estamos aqui pelo povo, é por aqueles que cada vez que vão ao frigorÃfico sentem cada vez mais dificuldades em colocar comida nele”, alegou.
O protesto foi organizado através de grupos na aplicação de mensagens instantâneas Whatsapp.Â
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