
Queluz, Lisboa, 25 jan (Lusa) – O Presidente da República defendeu hoje que Portugal precisa de “estabilidade polÃtica, busca de convergências de regime, preocupação de ajustamento do sistema representativo”, e também de “melhoria na justiça, garantia nas funções clássicas do Estado”.
Num discurso no Palácio Nacional de Queluz, Marcelo Rebelo de Sousa advertiu para a importância do “respeito atento da soberania popular”, afirmando que não se pode dar “uma aberta ao populismo, à demagogia, à xenofobia, aos cantos de sereia dos messianismos, dos sebastianismos, dos providencialismos verbalistas ou musculados”.
O chefe de Estado falava no Palácio Nacional de Queluz, na cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo do corpo diplomático acreditado em Portugal, perante o qual apresentou a polÃtica externa portuguesa como “previsÃvel, consistente” e considerou que o paÃs vive uma nova fase de internacionalização.
Segundo o Presidente da República, “esta polÃtica externa tem a seu lado uma polÃtica interna que acompanha e ajuda a concretizar, e essa é hoje clara: crescimento e emprego, investimento e exportações, turismo e digital, novas tecnologias e energias renováveis”.
Em seguida, então, Marcelo Rebelo de Sousa elencou os fatores que considera fundamentais para realizar essa polÃtica. “Para tanto: finanças sãs, equilÃbrio orçamental, redução dos juros da dÃvida, consolidação bancária, concertação social, explÃcita ou implÃcita”, declarou.
No seu entender, é preciso “também educação, qualificação, inovação, correção de injustiças e desigualdades – no território, nos grupos, nas pessoas -, apostas em novas parcerias em setores-chave, renovação do tecido empresarial, melhoria na justiça, garantia nas funções clássicas do Estado e nos sistemas sociais”.
“Tudo assente em estabilidade polÃtica, busca de convergências de regime, preocupação de ajustamento do sistema representativo, proximidade das pessoas, respeito atento da soberania popular – para não darmos uma aberta ao populismo, à demagogia, à xenofobia, aos cantos de sereia dos messianismos, dos sebastianismos, dos providencialismos verbalistas ou musculados”, completou.
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