
Lisboa, 04 out 2021 (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, associou hoje a continuidade ou não de António Costa como secretário-geral do PS depois de 2023 a uma reflexão pós-autárquicas do atual primeiro-ministro.
“Estamos a falar num tempo diferente, que é um tempo pós-autárquicas. Dependerá da reflexão que o secretário-geral do PS fará da situação pós-autárquicas”, considerou o chefe de Estado, em entrevista à TVI, conduzida por Miguel Sousa Tavares.
Nesta entrevista, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “tudo o que depender do Presidente da República deve ser feito para que daqui até 2023 haja uma estabilidade governativa” e afirmou que não tenciona, “se for possÃvel, ter exercÃcio do poder de dissolução do parlamento até ao fim do mandato parlamentar”.
“Tudo o que estiver na minha mão eu farei, indo até ao limite dos poderes, para apelar a que os orçamentos para 2022 e 2023 sejam viabilizados”, prometeu, acrescentando que o que espera da oposição é “que ela se prepare para competir em termos de poder ganhar, se for caso disso, nas legislativas”.
Confrontado com notÃcias anteriores à s eleições autárquicas de 26 de setembro que lhe atribuÃam a convicção de que António Costa iria sair da liderança do PS e do Governo no fim da atual legislatura, em 2023, o Presidente da República respondeu de imediato que “isso foi antes do Congresso do PS” de 28 e 29 de agosto em Portimão e referiu que esse prognóstico “foi atribuÃdo a fontes de Belém”.
Depois, assinalou que “o secretário-geral do PS deu uma entrevista antes do Congresso e nessa entrevista, que repetiu durante o Congresso, colocou um cenário com uma abertura e uma clareza que nunca tinha colocado até então, que é: ao lado de continuar a exercer funções de secretário-geral e poder ser candidato a primeiro-ministro, a de não o fazer”.
“Isso aconteceu num determinado tempo. Estamos a falar num tempo diferente, que é um tempo pós-autárquicas”, argumentou Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que a continuidade ou não de António Costa depois de 2023 “dependerá da reflexão que o secretário-geral do PS fará da situação pós-autárquicas”.
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