
Lisboa, 15 fev (Lusa) – O Presidente da República agradeceu hoje a Passos Coelho ter governado o paÃs “num perÃodo muito crÃtico e difÃcil”, desejando que a liderança de Rui Rio no PSD “corra bem” porque “isso é positivo para toda a democracia”.
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no final de uma visita à Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, em Lisboa, tendo sido questionado sobre o congresso do PSD que começa na sexta-feira, ao qual não irá, mas estará atento, antecipando ser “muito provável que não haja oportunidade de ir a nenhum outro congresso do PSD”.
“Quando termina uma liderança – como tive oportunidade de dizer ao lÃder ainda em funções [Pedro Passos Coelho] e disse-lhe na viragem do ano e voltei a dizer-lho agora – é que deve-se-lhe agradecer e à sua liderança, nomeadamente como primeiro-ministro, a responsabilidade de governar o paÃs num perÃodo muito crÃtico e muito difÃcil”, disse.
O Presidente da República frisou que “essa gratidão fica reconhecida”, destacando que “as pessoas podem concordar ou discordar, mas ninguém negará que foi a crise mais difÃcil que o paÃs viveu desde o inÃcio da democracia e a revolução”.
“E desejar ao novo lÃder [Rui Rio] todas as felicidades porque, se correr bem ao novo lÃder, isso significa que corre bem ao seu partido e corre bem à sua área polÃtica e como eu defendo que é bom para Portugal e para a democracia haver uma área de Governo forte e uma área de oposição forte, é bom que corra bem ao novo lÃder PSD porque isso é positivo para toda a democracia portuguesa”, afirmou.
Marcelo Rebelo de Sousa explicou que, devido à s suas funções atuais, que não vai “a congressos partidários”, mas admitiu que vai estar “atento”, até porque “o Presidente da República tem que estar atento a tudo”.
“Por maioria de razão tem de estar atento aos congressos partidários. Embora o lÃder esteja eleito, mas é importante ver a mensagem, um conclave importante na vida de um partido. Isto para todos os partidos”, justificou, enumerando que para este ano estão ainda marcados o congresso do CDS-PP, a convenção do BE, a eleição e congresso do PS e o magno encontro de Os Verdes.
Questionado sobre a ida ao congresso do PSD há quatro anos – uma presença de surpresa e cujo discurso levantou então os presentes na reunião magna – o Presidente da República recordou que então saiu do Coliseu de Lisboa “com a noção de que era a última vez que ia a um congresso do PSD”, o que justifica, na sua opinião, que se “tenha alongado tanto a fazer a história do partido”.
Marcelo Rebelo de Sousa recordou que “há um tempo para tudo”, considerando que estava “muito ligado à fundação do partido”.
“É muito provável que não haja oportunidade de ir a nenhum outro congresso do PSD”, admitiu.
Questionado se foi nesse momento que percebeu qual viria a ser o seu futuro polÃtico, o chefe de Estado não demorou a cortar o assunto: “Não percebi nada. Na altura não percebi nada”.
JF // JPS
Lusa/fim



