Manifestantes do Porto prolongam pré-aviso de manifestação até 31 de dezembro

Porto, 19 out 2026 (Lusa) — O movimento pela habitação, que há uma semana ocupa a Praça D. João I, no Porto, prolongou no domingo à noite o pré-aviso de manifestação até dia 31 de dezembro.

“Fizemos um pré-aviso para ficarmos aqui de 21 de outubro [quarta-feira] a 31 de dezembro de 2026. O nosso objetivo não é ficar até 31 de dezembro é conseguir soluções e um entendimento”, disse aos jornalistas a porta-voz do movimento, Maria João Calisto.

A porta-voz assinalou que o atual pré-aviso de manifestação é até terça-feira, daí a necessidade de o prolongar.

“É muito mal sinal se tivermos de ficar aqui até dia 31 de dezembro”, frisou Maria João Calisto.

No sábado, o movimento pela habitação decidiu, na Assembleia Popular da Habitação, voltar a montar tendas e a acampar no local onde permanecem até então.

“É muito duro estar aqui, é muito duro dormir aqui, as pessoas não decidiram vir para a praça porque não têm nada que fazer na vida, é exatamente o inverso, é por estarmos tão preocupados com o que fazer da vida que nos mobilizamos e fazemos um esforço hercúleo para estar aqui”, assinalou a porta-voz.

Maria João Calisto apontou que os manifestantes estão a lutar por rendas acessíveis e uma maior oferta de habitação social.

“As rendas são altíssimas no Porto, as pessoas que aqui estão trabalham e têm um vencimento que não é compatível com o valor das rendas”, ressalvou.

Garantir habitação a preços dignos e justos para todos é garantir justiça social, insistiu.

Na tarde de domingo, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse aguardar uma resposta do movimento pela habitação ao convite feito para uma reunião, estando as portas da autarquia “sempre abertas”.

Confrontado com esta posição do autarca, eleito pelo PSD/CDS-PP/IL, o movimento mostrou-se disponível para reunir com o presidente da câmara desde que o pedido seja feito para o e-mail oficial do grupo.

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