
Washington, 02 jul 2022 (Lusa) – A morte de um jovem afro-americano, fatalmente atingido por dezenas de balas disparadas pela polÃcia em Akron, Ohio, motivou na sexta-feira manifestações coléricas nesta cidade perto de Cleveland, no norte dos Estados Unidos.
Jayland Walker, de 25 anos, foi morto na segunda-feira enquanto fugia da polÃcia a pé após uma perseguição de carro na sequência de uma tentativa de prisão por violação de trânsito.
Em comunicado, a polÃcia da cidade disse que o jovem atirou contra os polÃcias durante a perseguição.
“As ações do suspeito levaram os polÃcias a perceberem uma ameaça letal contra eles” e “dispararam a arma, matando o suspeito” que estava a fugir.
A polÃcia acrescentou que foi encontrada uma arma no carro abandonado pelo jovem.
Os polÃcias envolvidos na sua morte foram suspensos administrativamente até ao fim do inquérito judicial.
Uma investigação interna foi igualmente aberta, segundo a polÃcia, que deve tornar públicas nos próximos dias as gravações das câmaras dos polÃcias.
A polÃcia não deu detalhes do tiroteio, mas de acordo com a imprensa local, oito polÃcias dispararam mais de 90 balas contra Jayland Walker.
“Eles acertaram nele 60 vezes”, denunciou na rede social Twitter a organização Black Lives Matter.
A famÃlia de Jayland Walker exigiu quinta-feira uma explicação das autoridades e pediu, numa conferência de imprensa que as manifestações decorram de forma pacÃfica, porque manifestantes concentraram-se a partir de quarta-feira à frente da câmara municipal e da esquadra da polÃcia em Akron, conhecida por ser a cidade natal da estrela de basquetebol LeBron James.
“Ele [Jayland Walker] não era um monstro, não era alguém que tenha cometido alguma vez qualquer tipo de crime”, disse o advogado da famÃlia Bobby DiCello à imprensa.
“Jayland era um bom rapaz, nunca causou problemas”, reforçou a sua tia, Lajuana Walker-Dawkins.
A Câmara Municipal decidiu quinta-feira cancelar um festival anual previsto para o fim de semana prolongado do feriado nacional americano, que se celebra segunda-feira, 04 de julho, por considerar que “não era altura para festividades”.
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