
Macau, China, 12 dez 2022 (Lusa) – O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) concluiu a investigação de um caso de corrupção eleitoral em Macau, que envolve o mandatário de uma lista candidata à s legislativas de 2021.
“O mandatário de uma comissão de candidatura envolvido é suspeito de oferecer um passeio turÃstico, refeições e prendas gratuitas a mais de 200 residentes de Macau para recolher assinaturas suficientes de eleitores, com vista a apresentar o pedido de reconhecimento da lista”, lê-se num comunicado do CCAC.
O Comissariado descobriu que o “mandatário e um guia turÃstico se responsabilizavam pela organização de um passeio turÃstico de meio dia, tendo providenciado refeições e distribuÃdo prendas tais como detergentes lÃquidos para roupa e guarda-chuvas com os dizeres: ‘votem nesta lista de candidatura’ impressos nos mesmos”, acrescenta.
As atividades e os presentes foram, ainda segundo o CCAC, financiados pelo mandatário, que terá “conseguido angariar mais de 200 eleitores para preencherem os seus dados de identificação pessoal e assinarem os respetivos boletins de propositura da lista”.
Durante a investigação do CCAC, várias pessoas admitiram que, “através de aplicações de telemóvel ou informações transmitidas de boca em boca”, ficaram a saber que “bastava apenas assinar os boletins para poderem ter acesso a um passeio turÃstico e refeições gratuitas”.
No comunicado, o organismo escreve que o mandatário, o guia turÃstico e as duas centenas de eleitores terão praticado o crime de corrupção eleitoral, previsto pela lei eleitoral para a Assembleia Legislativa de Macau, tendo o caso sido encaminhado para o Ministério Público.
Este crime é punÃvel com pena de prisão até oito anos, não podendo ser suspensa a execução nem substituÃda por pena de multa ou por outras penas, conclui o comunicado.
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