
Malé, 02 jun 2024 (Lusa) – O governo do arquipélago das Maldivas anunciou hoje a proibição da entrada no paÃs de pessoas com passaporte israelita, numa demonstração de apoio à Palestina e apesar do pequeno número de visitantes israelitas.
“O Presidente [Mohamed] Muizzu sempre apoiou a Palestina contra as atrocidades desumanas cometidas por Israel”, declarou em conferência de imprensa Ali Ishan, ministro do Interior de um paÃs onde 98% da população professa o Islão.
Ishan afirmou que o Conselho de Ministros decidiu “propor alterações à legislação para proibir a entrada nas Maldivas a cidadãos com passaporte israelita”.
O anúncio surge depois de o Partido Democrático das Maldivas (MDP), na oposição, ter proposto uma medida semelhante.
Indianos, russos e chineses são os principais visitantes desta nação de mais de mil ilhas, que vive essencialmente do turismo. Os cidadãos israelitas representam apenas 0,5% dos 1,8 milhões de visitantes do paÃs em 2023.
No entanto, de acordo com o Departamento de Turismo das Maldivas, o seu número estava a aumentar até ao inÃcio da guerra com Gaza, sem contar com a pausa causada pela pandemia do coronavÃrus.
Em 2018, 7.748 israelitas visitaram as ilhas, enquanto em 2022 o número duplicou para mais de 15.000. No ano passado, o número de israelitas caiu para pouco mais de 10.000 e, nos últimos seis meses, apenas meio milhar se aventurou a visitar o paÃs asiático.
As Maldivas cortaram relações diplomáticas com Israel em 1974, embora durante um breve perÃodo, entre 2012 e 2017, os dois paÃses tenham assinado vários acordos.
Malé tem mostrado repetidamente solidariedade com a causa palestiniana desde o inÃcio da guerra de Israel na Faixa de Gaza, na qual morreram mais de 36 mil pessoas, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo movimento extremista Hamas.
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