
Maputo, 08 jul (Lusa) – O governador do Banco de Moçambique disse hoje em Maputo que a estratégia de inclusão financeira no paÃs permitiu que 51,3% de adultos tenha acesso a dinheiro eletrónico no paÃs em 2018 contra 23,1% em 2017.
Rogério Zandamela apontou os avanços registados na massificação do acesso aos serviços financeiros, quando falava num encontro de avaliação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira.
“A implementação de diversas ações visando a inclusão financeira conduziu ao alcance de um nÃvel de ´bancarização` da economia de 32,7% e um nÃvel de população adulta com contas de moeda electrónica de 51,3%, em 2018, contra 25,1% e 23,1% em 2017 e 2015, respetivamente”, declarou Zandamela.
A estratégia de inclusão financeira permitiu igualmente que 64% dos distritos do paÃs tenham, pelo menos, um ponto de acesso aos serviços financeiros, contra 58% em 2015.
“O Ãndice de inclusão financeira global, indicador que pondera os nÃveis de acesso geográfico, demográfico e utilização dos produtos e serviços financeiros situou-se em 14,5 pontos em 2018, contra 14,7 em 2015 e 13,2 em 2011”, referiu.
Dos 154 distritos existentes no paÃs, 65% têm pelo menos uma agência bancária, 84% possuem uma instituição de moeda eletrónica, 59% dos distritos dispõem de pelo menos uma ATM e 24% dos distritos possuem um ponto de contacto com uma instituição seguradora.
Em 2018, Moçambique registava um Ãndice de capitalização bolsista de 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) contra 7,8% em 2015.
O mercado segurador passou a ser responsável por um nÃvel de produção de cerca de 13 mil miliões de meticais (11,5 milhões de euros) em prémios brutos emitidos, o correspondente a uma taxa de penetração dos seguros na economia de cerca de 1.5%.
O governador do Banco de Moçambique adiantou que 40% da população adulta terá acesso fÃsico ou eletrónico a serviços financeiros até 2018 e 60% até 2022.
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