
Melbourne, Austrália, 27 mai 2024 (Lusa) – O governo de Papua Nova Guiné informou hoje que um deslizamento de terra soterrou mais de duas mil pessoas na sexta-feira e pediu formalmente ajuda internacional.
O número do governo é cerca de três vezes superior à estimativa das Nações Unidas, que era 670.
Numa carta ao coordenador residente das Nações Unidas, datada de domingo, o diretor interino do Centro Nacional de Desastres da nação insular do PacÃfico Sul disse que o deslizamento de terra “enterrou mais de 2.000 pessoas vivas” e causou “grande destruição”.
As estimativas sobre o número de vÃtimas variaram muito desde a ocorrência do desastre e não ficou imediatamente claro como as autoridades chegaram ao número de pessoas afetadas.
O deslizamento de terra ocorreu na madrugada de sexta-feira, por volta das 03:00 (15:00 de quinta-feira em Lisboa), na provÃncia da Enga, no centro do paÃs, apanhando os moradores da aldeia de Kaokalam de surpresa, segundo as autoridades locais.
Chuvas fortes caÃram durante duas horas durante a noite na capital da provÃncia de Wabag, a 60 quilómetros da aldeia devastada.
O ministro da Defesa da Papua Nova Guiné, Billy Joseph, e o diretor do Centro Nacional de Desastres do governo, Laso Mana, voaram no domingo num helicóptero militar australiano da capital Port Moresby para Yambali, 600 quilómetros a noroeste, para fazer um levantamento das necessidades.
A Papua Nova Guiné é uma nação em desenvolvimento, composta sobretudo por agricultores de subsistência, com 800 idiomas. Existem poucas estradas fora das principais cidades.
Com 10 milhões de habitantes, é também a nação mais populosa do PacÃfico Sul, depois da Austrália, que tem cerca de 27 milhões de habitantes.
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