Mais de 75 mil pessoas abrigadas em 76 centros devido às cheias em Moçambique

Maputo, 04 fev 2026 (Lusa) – Mais de 75 mil moçambicanos estão abrigados em 76 centros de acomodação, entre os 723.500 afetados pelas cheias desde janeiro, registando-se 23 mortos, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com a atualização na base de dados do INGD, a que a Lusa teve hoje acesso, com informação até às 13:30 (11:30 de Lisboa), as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.248 famílias.

Desde 07 de janeiro foram registados ainda 145 feridos e nove desaparecidos, além de 3.555 casas parcialmente destruídas, 832 totalmente destruídas e 165.946 inundadas, agravando os números anteriores.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 182 mortos, além de 289 feridos e de 844.932 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.

De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 76 centros de acomodação, com 75.264 pessoas, após o encerramento de mais um destes centros nas últimas horas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que desde 07 de janeiro foram afetadas 229 unidades sanitárias e 323 escolas, 14 pontes, 88 aquedutos e 3.783 quilómetros de estrada.

O registo do INGD aponta também para 440.852 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.780 agricultores, além da morte de 408.118 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

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