
Roma, 29 jun 2023 (Lusa) — Cerca de 700 migrantes e refugiados chegaram na madrugada de hoje à ilha italiana de Lampedusa após o desembarque de 14 barcos, informaram as autoridades italianas, admitindo que cerca de 2.000 pessoas estarão atualmente no centro de acolhimento local.
Apenas na quarta-feira, as autoridades locais registaram a chegada de 1.300 migrantes, indicou a agência noticiosa AdnKronos.
A maioria das embarcações era procedente da TunÃsia, apesar de continuarem a chegar migrantes oriundos da LÃbia.
O Ministério do Interior italiano calcula que mais de 61.300 migrantes chegaram à s costas de Itália desde o inÃcio deste ano, mais do dobro dos 27.300 registados no mesmo perÃodo de 2022.
O Governo italiano liderado por Giorgia Meloni tem tentado conter este fluxo através de medidas repressivas dirigidas às organizações não-governamentais (ONG) que realizam operações de busca e resgate, apelando igualmente à solidariedade europeia.
Itália, a par da Grécia, Espanha ou Malta, é um dos paÃses da “linha da frente” ao nÃvel das chegadas de migrantes irregulares à Europa.
O paÃs está integrado na chamada rota do Mediterrâneo Central, encarada como uma das mais mortais, que sai da TunÃsia, Argélia e da LÃbia em direção ao território italiano, em particular à ilha de Lampedusa, e a Malta.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) indicou que em 2023 já perderam a vida mais de 1.700 pessoas na zona central do Mediterrâneo. Desde 2014, foram contabilizadas pelo menos 22.000 vÃtimas mortais nesta rota migratória.
PCR // SCA
Lusa/Fim



