
Cairo, 13 jun 2026 (Lusa) – Pelo menos 3.756 pessoas morreram e mais de 11.600 ficaram feridas desde o início da ofensiva israelita no Líbano, em março, apesar dos esforços diplomáticos e de um frágil cessar-fogo, anunciaram hoje autoridades sanitárias libanesas.
O Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública indicou, em comunicado, que “o balanço total acumulado da agressão desde 02 de março até 13 de junho é de 3.756 mártires e 11.632 feridos”.
Hoje, pelo menos duas pessoas morreram numa nova vaga de bombardeamentos israelitas contra o sul do Líbano, depois de o exército israelita ter ordenado por duas vezes a evacuação de cerca de duas dezenas de localidades.
A Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN) informou que o responsável administrativo da localidade de Al Rayan, Ali Badi, morreu num dos bombardeamentos israelitas na zona de Jezzine, uma das regiões mais atingidas pela nova vaga de ataques iniciada esta manhã.
Outro cidadão libanês morreu num ataque aéreo contra a cidade de Kfar Remmam, segundo a ANN, que acrescentou que caças israelitas bombardearam também a zona de Nabatieh al Fawqa.
O exército libanês, que não intervém na guerra, denunciou em comunicado que um drone israelita atacou um soldado quando este se deslocava junto a um hospital em Nabatieh e voltou posteriormente a atingir o militar, provocando ferimentos graves.
A ANN acrescentou que Israel realizou dezenas de ataques contra o sul do Líbano, mas também contra o vale oriental da Bekaa, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.
O grupo xiita Hezbollah reivindicou vários ataques contra tropas e veículos israelitas que operam em diferentes zonas do sul do Líbano.
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