
Lisboa, 04 jan 2022 (Lusa) — O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna deu instruções à PSP para que seja “garantida a continuidade do abastecimento” de combustÃvel à s viaturas de forma “a não afetar minimamente” a missão da polÃcia.
Num despacho enviado na segunda-feira à direção nacional da PSP, Antero LuÃs deu “instruções para que fosse garantida a continuidade do abastecimento, de forma a não afetar minimamente a atividade e o cumprimento da missão diária da PolÃcia de Segurança Pública, salvaguardando, como sempre, a segurança das populações”.
O despacho do secretário de Estado surge após a PSP ter dado ordens para que as viaturas circulassem o menos possÃvel e para ser restringido o abastecimento de combustÃvel.
Na segunda-feira, o presidente do Sindicato Nacional da PolÃcia (Sinapol), Armando Ferreira, contou à Lusa que os vários comandos da PSP foram informados, através de email ou verbalmente, que estão “proibidos os abastecimentos de combustÃvel” das viaturas policiais, devendo os carros permanecer parados em locais de visibilidade e apenas circular quando são chamados para uma ocorrência.
A direção nacional da PSP referiu que as restrições devido a “questões burocráticas” estão relacionadas com a renovação do contrato de fornecimento de combustÃvel, sustentando que todas as viaturas da PolÃcia de Segurança Pública foram abastecidas no último dia de 2021.
Numa resposta enviada à Lusa, o Ministério da Administração Interna (MAI) explica que “a renovação do contrato anual de fornecimento de combustÃvel entre a PSP e a Galp é um procedimento normal, no âmbito da contratação pública, estando sujeita a visto prévio do Tribunal de Contas, e acontece no fim de cada ano económico, normalmente caracterizado por um acrescido volume de solicitações”.
“Enquanto aguarda o visto prévio do Tribunal de Contas, considerou a PSP, como medida cautelar de gestão, recomendar o abastecimento mÃnimo das suas viaturas, situação que o MAI concordou e acompanhou enquanto tutela”.
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