
Caracas, 18 mar (Lusa) – O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu aos ministros do seu Governo que ponham os seus cargos à disposição, a fim de impulsionar uma “reestruturação profunda” do Executivo.
O anúncio foi feito no domingo através do Twitter pela vice-presidente da Venezuela, Delcy RodrÃguez, precisando que a reestruturação abrangerá ainda “os métodos e funcionamento” do Governo.
“O Presidente Nicolás Maduro solicitou a todo o Gabinete Executivo que ponha os seus cargos à disposição, para efeitos de uma reestruturação profunda dos métodos e funcionamento do Governo bolivariano, para blindar a pátria de BolÃvar (Simón) e Chávez (Hugo) perante qualquer ameaça”, anunciou.
Esta posição tem lugar um dia depois de milhares de simpatizantes do Presidente Nicolás Maduro saÃrem à s ruas de Caracas para participar na “Grande Marcha da Vitória”, para festejar “a derrota do golpe elétrico” que o Governo venezuelano diz ter provocado o apagão de 07 de março, que deixou o paÃs à s escuras, nalgumas zonas durante uma semana.
Na Venezuela, é frequente que o Presidente da República peça aos seus ministros que ponham os cargos à disposição, para que sejam ratificados ou não nas funções que desempenham.
No entanto, isso tem lugar no inÃcio do ano e no começo de cada mandato presidencial.
A 10 de janeiro, o Presidente Nicolás Maduro tomou posse para um novo mandato de seis anos (2019-2025), tendo por base resultados oficiais das eleições presidenciais antecipadas de 20 de maio de 2018.
Um dia depois a oposição, que se recusou a participar no processo, denunciou irregularidades.
Vários paÃses não reconhecem o novo mandato de Nicolás Maduro e insistem em pedir que sejam convocadas novas eleições, livres e transparentes, no paÃs.
A 23 de janeiro último o então presidente do parlamento venezuelano (onde a oposição detém a maioria), Juan Guaidó, acusou Nicolás Maduro de estar a usar o poder.
Nesse dia, Guaidó autoproclamou-se presidente interino da Venezuela e anunciou uma “rota de luta” no paÃs que, segundo o próprio, passa pelo “fim da usurpação, um governo de transição e eleições livres”.
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