
Macau, China, 02 jul 2026 (Lusa) — O mercado imobiliário de Macau registou o preço médio por metro quadrado mais baixo em 13 anos no segundo trimestre deste ano, segundo dados publicados hoje pela agência imobiliária Centaline Property.
De acordo com um relatório de mercado divulgado hoje pela Centaline Macau e Hengqin, o preço médio por metro quadrado para imóveis residenciais atingiu os 68.000 dólares de Hong Kong (7.820 euros), uma queda de 4% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado.
Depois de ter atingido um pico de 72.634 dólares de Hong Kong (8.110 euros) no primeiro trimestre, a agência apontou que o valor caiu para 68.000 dólares de Hong Kong (7.600 euros) no segundo trimestre.
A Centaline estima que 2.097 unidades residenciais tenham mudado de proprietário nos primeiros seis meses do ano, representando um aumento de cerca de 50% em comparação com o mesmo perÃodo de 2025.
No entanto, no mesmo relatório destaca-se que a recuperação do mercado revelou-se de curta duração, com os volumes de transações a contraÃrem-se acentuadamente no segundo trimestre, depois de os compradores terem corrido a aproveitar uma isenção fiscal introduzida pelas autoridades do território no inÃcio do ano.
“O poder de compra acumulado durante a crise foi em grande parte libertado nos dois primeiros trimestres, e o efeito de estÃmulo está agora visivelmente a enfraquecer”, afirmou no relatório Roy Ho, diretor da Centaline Macau e Zhuhai Hengqin.
A Centaline apontou que o segmento residencial mostra sinais claros de correção, com os preços a chegarem a 5.500 dólares de Hong Kong (632 euros) por metro quadrado em empreendimentos de referência como o One Central, um mÃnimo histórico.
O mercado de luxo também sofreu, com apenas seis transações acima de 15 milhões de dólares de Hong Kong (1,72 milhões de euros) no segundo trimestre, uma queda de 40% em termos homólogos.
No setor comercial, as lojas em zonas turÃsticas mantiveram procura, com rendimentos superiores a 4,3%, mas os bairros residenciais registaram aumento das taxas de desocupação.
Stanley Poon, diretor-geral da Centaline Macau e Zhuhai Hengqin, alertou para um ambiente “relativamente pessimista” da indústria imobiliária local, com bancos a endurecerem a concessão de crédito e a possibilidade de novas subidas das taxas de juro nos EUA.
Ainda assim, destacou que o segmento de luxo pode resistir melhor à tendência negativa, com investidores tradicionais a procurar “vivendas e grandes unidades a preços baixos” como refúgio seguro.
No interior da China, a Centaline reportou que o Ãndice do imobiliário da Grande BaÃa subiu pelo quarto mês consecutivo em maio, registando um aumento de 2,3 por cento no perÃodo, atingindo um máximo de dez meses.
A cidade vizinha de Zhuhai registou 5.360 transações no segundo trimestre, uma quebra de 14% em relação ao trimestre anterior, com os preços médios a caÃrem 3%, para 18.150 yuans (2.300 euros) por metro quadrado.
A nÃvel nacional, a agência destacou que o mercado imobiliário nos maiores centros urbanos da China continuou a “mostrar resiliência”, com os preços das novas habitações a subirem pelo terceiro mês consecutivo em maio, de acordo com o Departamento Nacional de EstatÃsticas.
As transações de habitações usadas em Pequim atingiram um máximo de cinco anos para o mês, enquanto Xangai registou o seu melhor mês de maio em seis anos.
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