
Macau, China, 01 mar (Lusa) — O chefe do Governo de Macau, Fernando Chui Sai On, defendeu hoje a aposta no desenvolvimento de “vários novos setores”, de forma a garantir a diversificação económica do território e o reforço da cooperação regional.
Convenções, exposições, medicina tradicional chinesa, ou até mesmo um sistema financeiro com caracterÃsticas próprias: são estes os principais setores que Chui Sai On quer ver desenvolvidos em Macau, uma cidade que considera ser “central na Grande BaÃa”, segundo um comunicado do gabinete.
Chui Sai On falava em Pequim, na segunda reunião plenária do Grupo de LÃderes para o Desenvolvimento da Grande BaÃa Guangdong-Hong Kong-Macau, poucos dias depois de o Governo central ter revelado as linhas gerais do projeto.
O documento estipula que, até 2022, a Grande BaÃa deverá converter-se num ‘cluster’ de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nÃvel internacional.
Para o chefe do Governo, as linhas gerais apresentadas definem “bem e numa ótima cientÃfica” o posicionamento de Macau neste projeto-piloto.
A China quer acelerar a integração de Macau no paÃs, através de medidas de aproximação à s cidades vizinhas da provÃncia de Guangdong, ao mesmo tempo que pretende reforçar o papel de Macau como plataforma comercial com os paÃses lusófonos.
A intervenção de Chui Sai On, na capital chinesa, ficou ainda marcada pela defesa do princÃpio “um paÃs, dois sistemas”, que prevê um alto grau de autonomia até 2035.
Também na semana passada, em Hong Kong, o chefe do Governo afirmou que este princÃpio “é a marca distintiva do projeto da Grande BaÃa Guangdong-Hong Kong-Macau e essa é “a sua maior vantagem”.
O projeto da Grande BaÃa Guangdong-Hong Kong-Macau pretende criar uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da provÃncia de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, paÃses que integram o G20.
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