
Lisboa, 12 fev 2026 (Lusa) – O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, anunciou hoje que vai encerrar a Galeria 1 para obras devido aos danos do mau tempo e adiar uma exposição da temporada deste ano para a primavera de 2027.
O complexo museológico em Belém, junto ao Tejo, é composto pelo edifício contemporâneo MAAT Gallery, que abriu ao público em 2016, e o MAAT Central, da antiga Central Tejo, que possui a zona histórica, salas sobre ciência e energia, além de galerias para arte contemporânea.
“Face ao impacto das tempestades das últimas semanas, a Fundação EDP terá de realizar algumas obras corretivas na Galeria 1 do MAAT Gallery, o que implicará o encerramento temporário da sala. Assim, será necessário adiar a exposição ‘Cidades’, de Christian Marclay, agora prevista para a primavera de 2027”, anuncia uma nota de imprensa da fundação, enviada à agência Lusa.
As restantes salas do MAAT Gallery estão abertas ao público, incluindo aquelas onde continua patente a exposição “Notre Feu”, de Isabelle Ferreira, e onde irá ser inaugurada a exposição “Terra Poética”, de Anna Maria Maiolino, em 25 de março.
Na mesma data estava prevista a inauguração dedicada ao artista norte-americano Christian Marclay, cuja obra abrange performance, colagem, escultura, instalação, fotografia e vídeo, e que no MAAT iria apresentar um conjunto de 15 trabalhos que abordam temas da cultura urbana, realizados entre 1978 e 2026.
Nascido na Califórnia, em 1955, Christian Marclay cresceu na Suíça e vive e trabalha em Londres. Em 2011, recebeu o Leão de Ouro na 54.ª Bienal de Veneza por “The Clock”, reconhecida pela crítica como uma obra de referência do século XXI.
O MAAT encerrou no sábado para prevenir a eventual subida do rio, e a galeria 1 foi fechada para avaliação da dimensão dos danos e respetivas obras de recuperação.
O Padrão dos Descobrimentos e o Castelo de S. Jorge, também em Lisboa, estiveram igualmente encerrados no fim de semana devido à passagem da depressão Marta.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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