
Lisboa, 19 nov 2022 (Lusa) — O Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, desvalorizou sexta-feira em Lisboa as crÃticas que recebeu sobre a fiscalidade que pretende para o seu paÃs e disse que “ninguém tem autoridade para falar em polÃtica fiscal”.
“Eu sou um cara muito humilde. Eu gosto de conselho e se o conselho for bom você pode ter certeza que eu sigo”, disse Lula da Silva, que criticou, por seu lado, notÃcias que surgem na imprensa, “um nervosismo na bolsa” que não tem explicação.
Depois de recordar a situação que herdou quando iniciou os dois mandatos presidenciais que exerceu (2003-2011), quando o Brasil registava uma inflação mensal de 12%, uma dÃvida pública interna de 60,5% e uma dÃvida com o FMI, Lula da Silva destacou que deixou o paÃs com uma inflação de 4,5%, a dÃvida pública tinha caÃdo para 37,7% e o Brasil tinha emprestado 15 mil milhões de dólares ao FMI e uma reserva de 370 mil milhões de dólares, “que é o que sustenta o Brasil até hoje”.
“Portanto, eu fico à s vezes chateado quando eu vejo sinais de ‘qual é a polÃtica fiscal’. Eu tenho dito que ninguém tem autoridade para falar em polÃtica fiscal comigo, porque durante todo o meu perÃodo de governo eu fui o único paÃs do G20 que fez ‘superavit’ primário durante todo os oito anos do meu mandato”, salientou.
Lula, que toma posse como Presidente em 01 de janeiro de 2023, assegurou que vai cuidar do povo brasileiro com muito respeito, “com muita autoridade”.
“Eu quero dizer, alto e bom som, eu tenho um compromisso com o povo brasileiro. Eu vou cuidar desse povo como ninguém jamais cuidou. Eu vou voltar a fazer ele sorrir. Eu vou votar, aumentar o salário mÃnimo”, prometeu.
O Presidente eleito do Brasil está de visita a Portugal depois de ter participado na 27.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), em Sharm el-Sheikh, no Egito.
Luiz Inácio Lula da Silva, que já cumpriu dois mandatos como Presidente do Brasil, entre 2003 e 2011, foi novamente eleito em 30 de outubro, na segunda volta da eleição presidencial brasileira, com 50,9% dos votos, derrotando o chefe de Estado brasileiro em exercÃcio, Jair Bolsonaro.
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