
São Paulo, 04 jul 2025 (Lusa) – O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje que é favorável ao fim dos combustÃveis fósseis, mas afirmou que não abrirá mão de extrair petróleo para “outros explorarem”, referindo-se indiretamente ao petróleo perto da Amazónia.
Durante um discurso numa refinaria da Petrobras, no Rio de Janeiro, o Presidente brasileiro rejeitou “abrir mão do petróleo brasileiro para os outros explorarem”, mas disse querer que o paÃs obtenha petróleo “da forma mais saudável e responsável possÃvel”.
“Não queremos prejudicar nada, mas não queremos abrir mão da nossa riqueza (…). É com esse petróleo que enriqueceremos o nosso povo”, acrescentou.
Embora não tenha mencionado diretamente, Lula da Silva referia-se ao controverso projeto de exploração de petróleo em águas profundas perto da foz do Amazonas, na margem equatorial.
A exploração de hidrocarbonetos na região é vista com preocupação por organizações não governamentais e por ativistas ambientais devido ao impacto que um possÃvel derrame pode ter na área, considerada extremamente sensÃvel a questões socioambientais.
A declaração do Presidente brasileiro ocorreu durante o anúncio de um investimento multimilionário da Petrobras em projetos para promover combustÃveis verdes.
A estatal petrolÃfera brasileira informou que investirá quase 33 mil milhões de reais (5,2 mil milhões de euros) para aumentar a produção de combustÃveis renováveis e melhorar a eficiência energética do paÃs, que gerarão mais de 38 mil empregos diretos e indiretos.
Na cerimónia, a Petrobras divulgou também a produção, em fase de teste, de combustÃveis com conteúdo renovável, como Diesel R e o combustÃvel sustentável de aviação (SAF, da sigla em inglês Sustainable Aviation Fuel) por coprocessamento, e novos estudos e projetos na área petroquÃmica envolvendo também a sua coligada Braskem.
O investimento incluirá uma fábrica para produção de diesel renovável e bioquerosene de aviação, com capacidade de produção de 19 mil barris de combustÃvel renovável por dia, e duas novas unidades termoelétricas a gás no complexo de Boaventura.
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