
Lisboa, 02 jun 2026 (Lusa) – O lucro da Vista Alegre, que vai sair de bolsa, subiu 29,5% no primeiro trimestre, em termos homólogos, para 1,3 milhões de euros, e a Bordallo Pinheiro atingiu vendas recorde em março, divulgou o grupo.
Em comunicado, o grupo adianta que, nos primeiros três meses do ano, o volume de negócios do Grupo Vista Alegre foi de 34,5 milhões de euros, registando uma quebra homóloga de 4,9%.
“Esta redução é explicada maioritariamente por efeitos temporais associados ao diferimento de alguns projetos B2B de grés e cristal para trimestres seguintes”, explica a Vista Alegre, salientando que, “excluindo estes efeitos pontuais, a procura manteve-se resiliente, com destaque para o crescimento das vendas de marca própria e retalho, que continuaram a ganhar relevância no mix de negócio”, em comunicado enviado ao mercado.
Por segmentos, a Faiança apresentou um desempenho positivo, “com vendas de 4,9 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 11,2%”, e Porcelana e Complementares “atingiram 10,7 milhões de euros, ligeiramente abaixo do período homólogo (-1,0%)” e o “Cristal e Vidro e o Grés tiveram uma redução de 23,1% e 7,6%, respetivamente”.
A Vista Alegre adianta ainda que, “apesar da redução do volume de negócios, o grupo registou uma evolução positiva dos principais indicadores de rentabilidade, refletindo a melhoria da eficiência operacional alcançada ao longo dos últimos trimestres”.
Para o desempenho, contribuíram vários investimentos feitos tendo em vista a otimização dos consumos de gás natural e eletricidade nas diferentes unidades industriais, “reforçando a competitividade e a resiliência operacional do grupo”, lê-se no comunicado divulgado no domingo.
No final de março, o grupo Vista Alegre registou um resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) “de cerca de 7 milhões de euros, representando um crescimento de 5,4% face aos 6,6 milhões de euros registados no mesmo período de 2025”.
A margem EBITDA evoluiu 20,2%, “confirmando a capacidade do Grupo para melhorar a rentabilidade mesmo num contexto de menor atividade”.
No comunicado, a Vista Alegre sublinha que os resultados “assumem particular relevância tendo em conta o impacto adverso provocado pelo aumento do custo do gás natural durante o mês de março, decorrente do agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e do conflito envolvendo o Irão, que pressionou significativamente os custos energéticos”.
O resultado operacional atingiu 3,3 milhões de euros, “correspondendo a um aumento de 5,6% face ao primeiro trimestre de 2025”.
Num outro comunicado, divulgado na segunda-feira, o grupo adianta que a “expansão internacional da Vista Alegre foi ainda mais reforçada pelas vendas recorde da Bordallo Pinheiro em março, com a entrada em marcas de referência como a Harrods, a KaDeWe e a inauguração de uma nova loja Flagship em São Paulo”.
Em 31 de março, “a dívida líquida consolidada reduz 4 milhões de euros, face a dezembro de 2025”, para 62,5 milhões.
No final do primeiro trimestre, ao serviço do Grupo Vista Alegre “o total de colaboradores foi de 2.102 (primeiro trimestre de 2025: 2.355) e o número médio foi 2.150 (primeiro trimestre de 2025: 2.369)”.
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