
Londres, 16 out 2023 (Lusa) — O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, anunciou hoje que o Reino Unido vai aumentar em um terço a ajuda humanitária aos palestinianos, concedendo mais 10 milhões de libras (11,5 milhões de euros), e confirmou a morte de seis britânicos.
“Temos de apoiar o povo palestiniano porque eles também são vÃtimas do Hamas”, disse o chefe do governo conservador britânico ao discursar na Câmara dos Comuns para dar pormenores sobre a situação na região, após a incursão em território israelita das milÃcias do Hamas, movimento que governa a Faixa de Gaza desde 2007.
Sunak confirmou também que, nos ataques a Israel perpetrados pelo Hamas morreram seis cidadãos britânicos, estando desaparecidos outros 10, podendo os números serem superiores ao que está, até agora, confirmado.
“Os atentados em Israel […] chocaram o mundo. Mais de 1.400 pessoas mortas, uma a uma, mais de 3.500 feridos, quase 200 feitos reféns”, afirmou o lÃder conservador.
“Devemos chamar-lhe o seu nome: foi um ‘pogrom'”, sublinhou, em referência à violenta perseguição dos judeus na Rússia Imperial e noutros paÃses.
“Apelamos à libertação imediata de todos os reféns e a eles digo: estamos convosco. Estamos com Israel”, disse Sunak, que reiterou o seu apoio “inequÃvoco” ao governo israelita.
“A natureza terrÃvel destes ataques significa que está a ser difÃcil identificar muitos dos mortos, mas é com grande pesar que informo a Assembleia de que pelo menos seis cidadãos britânicos foram mortos”, disse Sunak, alertando para a possibilidade de haver mais mortos entre os dez desaparecidos.
Em 07 de outubro, o Hamas atacou Israel com o lançamento de milhares de foguetes e uma incursão de milicianos armados.
Em resposta, Israel bombardeou infraestruturas do Hamas e impôs um cerco à Faixa de Gaza com corte de abastecimento.
Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está “em guerra” com o Hamas.
JSD // PDF
Lusa/Fim



