
Lisboa, 02 fev 2024 (Lusa) — O Livre defendeu hoje a evolução das polÃticas europeias para a agricultura, apostando na qualidade e em ajudar as pequenas e médias explorações agrÃcolas a terem uma maior rendibilidade.
“Achamos que as polÃticas europeias na agricultura devem evoluir. (…) Devemos investir cada vez mais através de polÃticas europeias e nacionais numa agricultura de precisão e não numa agricultura intensiva, que se distinga pela qualidade e não pela quantidade e que ajude as pequenas e médias explorações — muitas delas de base familiar — a não estarem sempre na linha da água da sustentabilidade”, salientou o porta-voz do partido Rui Tavares.
O deputado único do Livre, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à União Zoófila em Lisboa, considerou que a conjuntura não é a mesma da primeira polÃtica agrÃcola comum (PAC), quando foi introduzida em 1962, “para a produção em massa, para o controlo de preços e para a subsidiação massiva da agricultura europeia”.
“Nós podemos dar um caminho de esperança a muitos agricultores em Portugal, nomeadamente aqueles que têm mais dificuldade em chegar aos grandes subsÃdios, em fazer face à s regulações mais complicadas, em adquirir maquinaria ou em ter seguros que os cubram em casos de catástrofes naturais”, salientou.
Destacando que Portugal é “um paÃs de pequenas e médias empresas”, Rui Tavares disse apoiar a criação de um centro nacional de transferência de conhecimento para gerir melhor a agricultura nacional, utilizando a água de forma mais racional, menos pesticidas, menos adubos quÃmicos e trabalhando mais com a fertilização natural.
“É preciso haver um caminho no Ministério da Agricultura de um próximo governo que traga estas soluções para cima da mesa dos agricultores e eu creio que esse é um diálogo muito profÃcuo que se pode fazer”, sustentou.
O Governo avançou com um pacote de ajuda de mais de 400 milhões de euros destinados a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da PolÃtica AgrÃcola Comum (PEPAC), garantindo que a maior parte das medidas entra em vigor este mês, com exceção das que estão dependentes de ‘luz verde’ de Bruxelas.
A Comissão Europeia vai preparar uma proposta para a redução de encargos administrativos dos agricultores, que será debatida pelos 27 Estados-membros em 26 de fevereiro.
Os protestos dos agricultores portugueses são organizados pelo Movimento Civil de Agricultores, que se juntou à s manifestações que têm ocorrido em outros paÃses europeus, incluindo França, Grécia, Itália, Bélgica, Alemanha e Espanha.
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