
Maputo, 28 ago 2019 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu que a linha de alta tensão entre Temane e Maputo, cujos acordos de financiamento foram hoje assinados, vai contribuir para o equilíbrio do sistema elétrico do país.
“A linha de alta tensão entre Temane e Maputo e a central de 400 megawatts irá permitir que Temane se erga como centro produtor de energia e contribua para o equilíbrio do sistema elétrico nacional”, afirmou o chefe de Estado moçambicano, em Maputo, na assinatura dos acordos para o financiamento do projeto.
A linha, de 563 quilómetros e cujos acordos de financiamento estão orçados em cerca de 530 milhões de dólares (477 milhões de euros), é considerada uma obra estrutural, partindo da Central Térmica de Temane, em Inhambane, sul do país, para incluir três subestações em três províncias (Inhambane, Gaza e Maputo) até chegar à capital do país.
Para Filipe Nyusi, a infraestrutura mostra que “colocar a energia ao serviço do cidadão” é uma prioridade para o executivo moçambicano, lembrando que com o desenvolvimento do país a procura por eletricidade tende a crescer.
“A energia deve contribuir de forma decisiva no crescimento da economia e competitividade dos nossos produtos. Temos de colocar a energia ao serviço do desenvolvimento do país”, acrescentou Nyusi, observando que “é imperioso assegurar a disponibilidade do gás natural em termos e condições favoráveis para que se possa produzir a energia”.
Prevê-se que a obra arranque no próximo ano e esteja pronta em 2023.
A central, capaz de produzir 400 megawatts de eletricidade, vai apoiar o desenvolvimento socioeconómico na província de Inhambane e de toda a região sul do país, anunciam os promotores.
A energia é produzida com o gás natural explorado pela Sasol nos depósitos subterrâneos da região.
A produção de energia termoelétrica é assim apresentada como “uma solução de abastecimento fiável e de baixo custo para o país, contribuindo para o desenvolvimento económico e industrialização, incluindo a infraestruturação do setor através do gás produzido localmente”, refere o Governo.
O projeto é financiado com uma doação de 30 milhões de dólares da Noruega para capital social do empreendimento, e dívida a contrair junto do Banco Mundial (comparticipação de 52,7%), Banco Islâmico de Desenvolvimento (20,3%), Banco Africano de Desenvolvimento (5,3%), Fundo da Opec (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para o Desenvolvimento Internacional (6,6%) e Banco de Desenvolvimento da África Austral (9,4%).
Estima-se que apenas 28% das pessoas tenham acesso à rede elétrica em Moçambique, país com cerca de 28 milhões de habitantes.
EYAC (RIZR) // SR
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