
Bissau, 30 out (Lusa) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou alegados espancamentos e maus-tratos de cidadãos da Guiné-Bissau pela polÃcia de Angola que, nos últimos dias, tem realizado operações contra emigrantes ilegais de várias nacionalidades.
Desde a semana passada, a Liga Guineense dos Direitos Humanos tem recebido denúncias de cidadãos do paÃs em Angola, com relatos de perseguições, detenções arbitrárias e espancamentos, disse hoje à Lusa fonte da organização, acusando a polÃcia daquele paÃs.
A fonte disse à Lusa que a organização também recebeu “imagens de sevÃcias” de cidadãos guineenses pela polÃcia angolana, mas os emigrantes pedem à Liga para não divulgar as imagens com medo de represálias, precisou a fonte.
Na quarta-feira, a Liga Guineense dos Direitos Humanos vai enviar uma carta ao secretário de Estado das Comunidades, Queba Banjai, pedindo-lhe uma posição perante “os preocupantes acontecimentos” com os emigrantes em Angola, adiantou a fonte.
Nos últimos dias, emigrantes guineenses em Angola relatam, através de ligações telefónicas com as rádios de Bissau, situações de perseguições, por parte da polÃcia daquele paÃs que os ameaça de deportação. Os emigrantes pedem a intervenção das autoridades guineenses, nomeadamente do Presidente do paÃs, José Mário Vaz.
Na página do Facebook da Liga Guineense dos Direitos Humanos, pode-se ler, em comunicado, que Angola tem o direito de defender o seu território e os seus recursos naturais, mas a polÃcia angolana não pode prender ilegalmente cidadãos estrangeiros e muito menos espancá-los.
Para a Liga, a ação da polÃcia angolana tem “elevados sentimentos xenófobos”, o que a organização considera preocupante e inaceitável.
“As informações e imagens chocantes que circulam nas redes sociais apenas são a ponta do ‘iceberg’ de uma corporação policial insensÃvel aos direitos humanos, onde a cultura de impunidade é institucionalizada”, defende a Liga no comunicado.
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