
Seul, 28 jan 2024 (Lusa) – O lÃder norte-coreano, Kim Jong-un, supervisionou pessoalmente testes de dois mÃsseis de cruzeiro lançados sábado a partir de um submarino, anunciou a agência de notÃcias estatal KCNA.
“Os mÃsseis de cruzeiro voaram acima do mar do Leste (…) para atingir o alvo insular” no domingo, informou a KCNA esta noite (segunda-feira em Pyongyang).
O exército sul-coreano anunciou hoje que a Coreia do Norte disparou vários mÃsseis de cruzeiro, numa altura de tensões crescentes entre os dois vizinhos da penÃnsula coreana.
“O nosso exército detetou vários mÃsseis de cruzeiro não identificados disparados perto das águas [perto da cidade] de Sinpo, na Coreia do Norte, à s 08:00 [23:00 de sábado em Lisboa]”, declarou o Estado-Maior sul-coreano em comunicado.
Esta semana, Pyongyang lançou mÃsseis de cruzeiro na direção do mar Amarelo, a oeste da penÃnsula coreana, alegando tratar-se de uma nova geração de mÃsseis estratégicos de cruzeiro.
Os serviços secretos sul-coreanos e norte-americanos estão a analisar o lançamento e a acompanhar de perto outros movimentos e atividades da Coreia do Norte.
Os testes de mÃsseis de cruzeiro, que voam na atmosfera, não estão sujeitos à s sanções impostas à Coreia do Norte pela ONU. Ao contrário dos mÃsseis balÃsticos, cuja trajetória é essencialmente no espaço.
Na quinta-feira, um dia depois de Pyongyang ter disparado mÃsseis de cruzeiro, sem especificar um número, a agência de notÃcias oficial da Coreia do Norte KCNA afirmou que o teste fazia parte de “um processo de atualização constante do sistema de armas e de uma atividade regular e obrigatória”.
“O teste de disparo não teve qualquer impacto na segurança dos paÃses vizinhos, nem estava relacionado com a situação regional”, afirmou.
As tensões entre Pyongyang e Seul aumentaram acentuadamente nos últimos meses. Os dois paÃses inimigos renegaram acordos alcançados em 2018 para evitar incidentes armados e aumentaram recursos militares na fronteira.
Kim Jong-un afirmou, na passagem de ano, que penÃnsula coreana está “cada vez mais perto de um conflito armado” e na semana passada ordenou a retirada de sÃmbolos de reconciliação com a Coreia do Sul, apelidada de “inimigo principal invariável” e “fantoche de primeira classe”.
Em resposta, o presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, indicou que os comentários de Kim mostram a natureza “antinacional e anti histórica” da administração norte-coreana, afirmando que o seu paÃs mantém a prontidão em termos de defesa e vai punir o Norte “múltiplas vezes”, se houver provocação.
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