
Lisboa, 14 out 2023 (Lusa) — O presidente do PSD, LuÃs Montenegro, defendeu hoje que os utentes não são o problema da situação atual das urgências dos hospitais, mas sim “a incompetência” dos governos socialistas.
“O primeiro-ministro acha que o problema das urgências são os utentes. Amanhã talvez vá dizer que o problema das escolas são os alunos”, escreveu o lÃder social-democrata numa publicação na rede social X (antigo Twitter).
Dirigindo-se a António Costa, LuÃs Montenegro defendeu que “o problema são os governos do PS e a incompetência do Partido Socialista”.
O primeiro-ministro reuniu-se na sexta-feira com a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o ministro e secretários de Estado da Saúde, um dia depois de os estatutos deste organismo, em funções há um ano, terem sido publicados e quando Governo e sindicatos médicos ainda não chegaram a acordo sobre aumentos salariais.
Este encontro, que decorreu no Porto, aconteceu também quando se verificam constrangimentos nos serviços de urgência de vários hospitais do SNS devido à recusa de mais de 2.000 médicos em fazerem horas extraordinárias, além das 150 obrigatórias.
Em declarações aos jornalistas no final, o primeiro-ministro afirmou que, a partir de janeiro, o SNS terá as “peças do puzzle devidamente montadas”, depois de o Presidente da República ter insistido, dias antes, na necessidade de se definir o novo quadro orgânico, sob pena de começarem “a rebentar peças do puzzle”.
António Costa indicou que se referia à s três grandes reformas do SNS que vão entrar em vigor no próximo ano, nomeadamente a organização do paÃs em Unidades Locais de Saúde, a generalização da passagem das Unidades de Saúde Familiares para o modelo B e a reorganização dos serviços de urgências, e ressalvou que não significa que Portugal se transforme de imediato “no paÃs das maravilhas”.
O chefe de Governo apontou também a necessidade de as pessoas alterarem hábitos, como ligar para a Linha Saúde 24 quando estiverem doentes, em vez de ir “a correr” para o hospital.
Insistindo por diversas vezes nessa questão, Costa ressalvou que, ao irem às urgências sem necessitarem, as pessoas estão, não só a fazer algo que lhes é inútil, como a prejudicar os outros que, efetivamente, têm de ser atendidos nas urgências.
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