
Almada, Setúbal, 13 fev 2026 (Lusa) — O lÃder socialista considerou hoje que as medidas do Governo para apoio à s empresas na sequência do mau tempo são insuficientes e anunciou que o PS vai apresentar novas propostas para responder à s necessidades de tesouraria e à s famÃlias.
“As propostas que o Governo fez para apoiar as empresas parecem ser ineficientes para aquilo que as empresas precisam. As empresas precisam de liquidez e, como é evidente, não querem endividar-se porque muitas delas não sabem se têm condições ou não, depois desta crise, para responder ao endividamento e à s linhas de crédito que o Governo está a criar”, criticou, em declarações aos jornalistas, José LuÃs Carneiro durante visitas que fez hoje a Almada para ver os efeitos do mau tempo.
Depois das 70 medidas que o PS apresentou no inÃcio de fevereiro, que chamou de contributo para a resposta integrada à emergência e à revitalização territorial depois da tempestade Kristin, o secretário-geral socialista anunciou para breve novas “propostas para responder à s necessidades urgentes de tesouraria e de condições de vida das famÃlias”.
“Eu espero que esse plano que o Governo vai aprovar possa integrar muitas dessas propostas que nós apresentámos, que o PS apresentou”, respondeu quando questionado sobre o anúncio feito na véspera pelo primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, de que haverá um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR.
Carneiro espera que nesse PTRR seja tido em consideração as propostas apresentadas pelo PS porque estas “são o resultado das melhores práticas” que os então governos socialistas desenvolveram quando tiveram que gerir crises no paÃs.
“Não tive resposta, mas fiquei satisfeito por ver que o Governo pegou em algumas dessas propostas, nomeadamente a isenção de portagens em alguns locais do paÃs”, exemplificou.
Referindo que o “Governo quis avançar com outras medidas” apresentadas pelo PS, o lÃder socialista ressalvou que “não houve um diálogo institucional” nem houve abertura para que o partido pudesse dar o seu contributo, “nomeadamente quem esteve experiência na gestão de crise”.
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