
Funchal, Madeira, 22 fev 2024 (Lusa) — O presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, disse hoje que tem estado afastado da pré-campanha eleitoral da Aliança Democrática (AD) por entender que cabe ao lÃder da coligação, LuÃs Montenegro, afirmar-se.
“Não, não fui silenciado, fui eu que me afastei. Quando fizemos a coligação eu aceitei um lÃder. Eu não posso de maneira nenhuma ir ao lado do lÃder [como que a dizer] ‘estou aqui, estou aqui'”, declarou Gonçalo da Câmara Pereira, quando questionado pelos jornalistas se tinha sido silenciado pela coligação AD (PSD/CDS-PP/PPM).
Falando no âmbito de uma iniciativa polÃtica que decorreu no Porto do Funchal, na Madeira, o presidente do PPM assegurou que apoia a AD, mas defendeu que “o lÃder tem um programa para cumprir, tem de cumprir o programa e afirmar-se como o verdadeiro lÃder”.
Gonçalo da Câmara Pereira admitiu que este seu afastamento pode passar a ideia de que a coligação não está unida, garantindo, no entanto, que esse não é o objetivo.
“Talvez esteja a passar essa imagem, mas não foi esse o fito. O fito é o lÃder afirmar-se como grande lÃder que é, e eu sei que é. E ele tem de se afirmar como lÃder, não precisam de estar as figuras ali ao lado dele de mão dada”, reforçou.
“Nós, PPM, queremos ser úteis, não queremos ter muita visibilidade. Nós queremos é ser úteis na coligação e o PPM é um partido que pode ser útil na coligação”, acrescentou.
Sobre os recentes protestos dos polÃcias, Gonçalo da Câmara Pereira considerou que a classe “tem sido desprotegida” e manifestou o seu “apoio total” para com aqueles profissionais.
Já relativamente ao direito à greve, afirmou que é “uma questão um bocado delicada”, justificando que poderá pôr em risco a segurança nacional.
“Eles têm é que ser bem remunerados, bem instalados e bem inseridos dentro da sociedade”, sublinhou.
O lÃder do PPM encontra-se na Madeira até domingo, acompanhado do cabeça de lista do partido à s legislativas de 10 de março, pelo cÃrculo da Madeira, Paulo Brito.
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