
Copenhaga, 22 mai 2026 (Lusa) – O lÃder do Partido Liberal dinamarquês, Troels Lund Poulsen, anunciou hoje que vai devolver ao Rei Frederico X o mandato para liderar as negociações governamentais, após não conseguir apoio para formar um governo minoritário de direita.
O anúncio de Poulsen surgiu pouco depois de o partido centrista Moderados se ter recusado a apoiar a sua proposta, que incluÃa também a Aliança Liberal e o Partido Conservador, e visava abranger um quarto dos lugares no Parlamento.
Poulsen acusou o lÃder dos Moderados, Lars Løkke Rasmussen – antigo primeiro-ministro liberal e atual ministro dos Negócios Estrangeiros interino – de não demonstrar qualquer vontade de negociar e de estar mais interessado em manter o seu cargo do que em questões polÃticas substanciais.
Rasmussen, cujo partido detém os votos de desempate, já tinha acusado Poulsen de não tentar formar um governo centrista, contradizendo o mandato que recebeu, e de querer governar com o apoio externo da extrema-direita.
Poulsen irá esta noite ao Palácio Real para se reunir com Frederico X, que amanhã se reunirá individualmente com os lÃderes de todos os partidos para nomear um outro dirigente polÃtico para liderar as negociações.
Esta será a terceira tentativa de formar governo desde as eleições de 24 de março, depois de o Partido Social-Democrata (PSD) liderado por Mette Frederiksen, primeira-ministra interina, não ter reunido apoios suficientes para uma alternativa de centro-esquerda.
O cenário polÃtico complexo e fragmentado, com até doze partidos representados no parlamento, e o facto de nenhum bloco polÃtico deter a maioria, tem levado a Dinamarca a bater recordes de negociações governamentais, que duraram 43 dias em 2022.
Embora tenha obtido nas últimas eleições o seu pior resultado num século, o PSD foi o partido mais votado, com 21,9%, à frente do Partido Popular Socialista (11,5%), e do Partido Liberal (10,2%, os piores números da sua história).
Após um primeiro mandato a governar em minoria com o apoio do restante bloco de esquerda, Frederiksen liderou um governo entre 2022 e 2026 com o Partido Liberal e os Moderados, uma fórmula sem precedentes na polÃtica dinamarquesa, mas que carece agora do apoio parlamentar necessário.
Â
PDF RBF
Lusa/Fim



