
Taipé, 01 abr 2025 (Lusa) — O lÃder de Taiwan, William Lai Ching-te, ordenou hoje aos departamentos de segurança e defesa que respondam “com rigor” à s novas manobras militares da China em torno da ilha, informaram fontes oficiais.
Em comunicado, a porta-voz da presidência taiwanesa, Karen Kuo, sublinhou que todas as agências envolvidas mantêm “controlo total” sobre estes exercÃcios, que foram lançados hoje pelo Exército chinês como um “sério aviso” à s “forças separatistas” que procuram a “independência” de Taiwan.
Kuo denunciou as recentes “ações unilaterais” de Pequim no Estreito de Taiwan e no Indo-PacÃfico por “minarem a segurança e a estabilidade regionais”, aumentarem as tensões e desafiarem “descaradamente” a ordem internacional.
“O Gabinete Presidencial condena veementemente este comportamento, que levou a comunidade internacional a reconhecer amplamente a China como um causador de problemas”, afirmou Kuo, acrescentando que a paz e a estabilidade regionais são uma “responsabilidade partilhada” entre os dois lados do Estreito de Taiwan.
“A determinação de Taiwan em salvaguardar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan mantém-se inalterada”, afirmou a porta-voz, instando a China “a regressar a uma ordem internacional baseada em regras e a contribuir para a segurança, a estabilidade e o desenvolvimento próspero da região”.
O Comando do Teatro de Operações Oriental das Forças Armadas chinesas anunciou hoje que está a realizar novas manobras em torno de Taiwan, envolvendo unidades do exército, marinha, aviação e força de foguetões para “se aproximarem da ilha a partir de várias direções” e “emitir um aviso sério à s forças separatistas que procuram a independência” do território.
“Estes exercÃcios centram-se principalmente em patrulhas de prontidão de combate mar – ar, ataques a alvos marÃtimos e terrestres e bloqueios em áreas-chave e rotas marÃtimas, para testar a capacidade de operações conjuntas das nossas tropas”, afirmou o comando, na rede social chinesa WeChat.
Os exercÃcios realizam-se duas semanas e meia depois de William Lai ter proferido um dos seus discursos mais duros contra a China, anunciando 17 medidas, incluindo a restauração de tribunais militares e uma análise rigorosa das visitas de cidadãos chineses a Taiwan, para contrariar a que descreveu como uma campanha de “infiltração” de Pequim em território taiwanês.
Pela primeira vez, ele classificou a China como “força externa hostil”, o que foi interpretado por alguns analistas como uma mudança nas polÃticas defendidas pela sua antecessora, Tsai Ing-wen (2016-2024), e como uma tentativa de alterar o estatuto de Taiwan.
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