
Caracas, 08 dez 2024 (Lusa) — A lÃder da oposição venezuelana, MarÃa Corina Machado, disse hoje que a situação dos considerados “presos polÃticos”, detidos no contexto da crise pós-eleitoral, é criminosa, como a define, e que as suas famÃlias estão a “sofrer profundamente”.
“Em julho eram 300 pessoas [detidas por razões polÃticas], mas depois da sua monumental derrota eleitoral, [Nicolas] Maduro e o seu regime elevaram esse número para mais de 2.000 presos polÃticos”, disse num áudio partilhado na rede social X.
A ex-deputada afirmou também que todos os “presos polÃticos” são “inocentes” e “foram detidos por dizerem a verdade, por exigirem que a lei seja cumprida”.
“Entre eles há crianças, jovens, mulheres, idosos e até pessoas com deficiência. Todos eles sofrem algum tipo de maus tratos fÃsicos e psicológicos. Todos eles precisam de nós para recuperar a sua liberdade”, apelou a dirigente da oposição.
Machado apelou aos venezuelanos para que não fiquem “indiferentes” a esta situação, salientando que devem “tomar medidas”, sem especificar quais.
“Façamos o bem, protejamos os nossos irmãos e irmãs que sofrem e, quando chamados, deem a vossa contribuição, individual, pequena, média, grande, para materializar a mudança que estamos a construir e que decretámos a 28 de julho”, nas últimas eleições presidenciais, concluiu.
No sábado, a Comissão de Direitos Humanos do partido polÃtico Vente Venezuela (VV), liderado por Machado, denunciou que os considerados presos polÃticos que se encontram numa prisão no norte do paÃs, em Aragua, estão a receber uma alimentação deficiente, o que, segundo a comissão, os fez perder peso.
A formação também disse que esta situação causou “complicações de saúde” nos detidos, sobretudo os que já se encontravam doentes.
A ONG Observatorio Venezolano de Prisiones (OVP) instou o Estado a libertar todos os considerados “presos polÃticos” sem “restrições”, apontando que a todos “foi negado o direito de constituir um advogado de confiança”.
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