
Madrid, 23 fev 2026 (Lusa) – O presidente da CIP considera que as polÃticas “começam a mudar” para abandonar o “modelo de mão estendida” a fundos europeus, mas é difÃcil fazer mudanças com os sindicatos, que “só querem” reduzir horas de trabalho e aumentar férias.
“Desde o ano 2000, Portugal recebeu muito e transformou muito pouco. Chegaram milhões e o crescimento foi verdadeiramente miserável”, disse hoje o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, refrindo-se aos fundos europeus.
Armindo Monteiro, que falava em Madrid, num jantar da Cãmara de Comércio e Indústria Hispano-portuguesa, considerou que os fundos europeus das últimas décadas parecem ter criado dependência e “complacência nos governantes” portugueses, “que começaram a apostar mais na renovaçao de fundos, o chamado modelo de mão estendida, em linha com a tradição do passado, da esmola, da caridade e da misericórdia”, em vez de avançaram com “polÃticas estruturais para desenvolver verdadeiramente o paÃs”.
“Não podemos continuar a adiar o essencial e a aceitar como normal uma governação de mÃnimos”, afirmou, depois de lembrar que os fundos europeus vão previsivelmente reduzir-se nos próximos anos.
“Neste momento é preciso verdadeiramente mudar as coisas” e “a boa notÃcia hoje é que as polÃticas começam a mudar em Portugal”, acrescentou.
Se antes “o objetivo número um, o desÃgnio, era ser elegÃvel para fundos europeus”, neste momento há uma tentativa de transformação e de tentar adoptar “polÃticas públicas para os empresários puderem fazer a sua parte”, considerou Armindo Monteiro, para quem as verbas comunitárias “reduziram o incentivo para adotar boas politicas, atrasaram reformas estruturais e eseencias e criaram uma economia politicamente dependente da redistribuição de recursos externos” em vez de tem sido orientados para a criação sustent+avel de riqueza.
“É importante que Portugal aumente a produtividade e diversifique a economia para haver crescimento sustentável do nÃvel de vida. Estamos neste momento a discutir uma reforma do código laboral e não conseguimos fazer isso com os sindicatos”, afirmou Armindo Monteiro, que acrescentou que “os sindicatos só querem duas coisas”: diminuir as horas de trabalho semanal e aumentar o perÃodo de férias.
Segundo o presidente da CIP, a confederação assumiu o papel de “mau na sala” e sublinhou que o que pedem os sindicatos “não é possÃvel” sem “fazer outras coisas antes”.
“Não se pode ir a isso diretamente, mas a boa notÃcia é que se trabalharmos juntos, se houver confiança e compromisso, conseguiremos. Mas não hoje, não amanhã, veremos em quanto tempo. Isto é diferente do paÃs de mão estendida ou de uma estratégia polÃtica só de bem-estar para ter controlo eleitoral”, afirmou.
Â
MP // RBF
Lusa/Fim
Â



