
Hong Kong, 12 jun 2021 (Lusa) — A militante do movimento pró-democracia de Hong Kong Agnes Chow foi hoje libertada da prisão, exatamente dois anos após as grandes manifestações em defesa da democracia, um aniversário que deixou a ex-colónia britânica sob tensão.
Cerca de 2.000 polÃcias foram hoje colocados em alerta, enquanto apelos para a manifestação foram lançados nas redes sociais, para comemorar o aniversário das manifestações.
As autoridades mantiveram a proibição de manifestação decidida para lutar contra a pandemia de coronavÃrus, apesar de apenas três novas infeções terem sido registadas no mês passado.
Muitos manifestantes pró-democracia foram presos no último mês e a contestação continua a ser criminalizada pelas novas leis repressivas impostas pelo Governo de Pequim.
Agnes Chow, de 24 anos, saiu em liberdade depois de ter passado sete meses na prisão pela participação nas manifestações de 2019 em frente ao quartel-general da polÃcia.
Esta jovem faz parte da geração de ativistas que se envolveu na polÃtica durante a adolescência, em movimentos pró-democracia anteriores, como “a revolução dos guarda-chuvas”, em 2014, e que se tornaram em 2019 uma inspiração para todos os que defendem a democracia em Hong Kong.
Esperada por vários jornalistas à saÃda da prisão, a jovem não fez qualquer comentário. Dois outros conhecidos militantes detidos na mesma altura, Joshua Wong e Ivan Lam, continuam presos.
Joshua Wong, o mais conhecido dos jovens ativistas, viu recentemente a pena aumentada com uma nova condenação, por ter apelado em 2020 para a participação na tradicional manifestação de 04 de junho para assinalar o aniversário da repressão sangrenta de Tiananmen, na China, em 1989.
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