
Barcelos, Braga, 30 dez 2021 (Lusa) – A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, afirmou hoje que Portugal precisa de um Governo mais plural, que inclua partidos ambientalistas, sublinhando que a alternância entre o PSD e o PS tem conduzido à “estagnação” do paÃs.
Em Barcelos, à margem de uma ação de pré-campanha para as Legislativas de 30 de janeiro, Inês Sousa Real apontou os exemplos dos governos da Alemanha e da Dinamarca, para vincar a necessidade de mudar de agulha em Portugal.
“Qualquer governo de futuro terá de ser um governo que inclua partidos ambientalistas, como o PAN, partidos progressistas, porque se não dermos essa oportunidade, à semelhança do que aconteceu na Alemanha, em que temos hoje os Verdes na Alemanha encarregues dos ministérios da Economia e das Alterações Climáticas, vamos ter mais do mesmo. E não podemos esperar uma solução diferente para o paÃs e continuarmos a apostar sempre nas mesmas forças polÃticas”, afirmou.
Disse ainda que o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) se apresenta nas Legislativas de janeiro como “uma alternativa e um voto útil”, com “uma visão diferente da economia, aliada a um empreendedorismo verde e a uma transição energética que é um dos desafios do nosso tempo”.
Para Inês Sousa Real, a alternância governativa, entre PSD e PS, registada nos últimos anos em Portugal “não tem levado a uma evolução do paÃs”, mas sim à sua estagnação.
Aludiu ao agravamento das assimetrias regionais e sociais, a um elevador social que “continua avariado”, à falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde e à necessidade de polÃticas para combater “de forma mais estrutural” a pobreza no paÃs.
“Espero que possamos romper com esta dicotomia, sempre as mesmas forças polÃticas que estão no poder, e procurar soluções alternativas, como, por exemplo, na Alemanha ou na Dinamarca, em que há uma maior pluralidade de responsabilidades governativas”, afirmou ainda a lÃder do PAN.
“É essencial que qualquer partido que esteja em condições de formar governo tenha presente que terá de haver uma aproximação à s nossas causas, uma preocupação muito mais assertiva e eficaz com aquilo que tem sido a matéria ambiental e também a recuperação socioeconómica do pais, não deixando a proteção dos animais para trás”, avisou.
Nas eleições legislativas de 2019, o PAN conseguiu quatro mandatos, dois dos quais em Lisboa, um no Porto e um em Setúbal, neste caso a deputada Cristina Rodrigues, que passou depois a não inscrita.
Para as eleições de janeiro, Inês Sousa Real disse que o objetivo é manter os quatro deputados eleitos em 2019 e conseguir “mais representação em novas geografias”.
Nesta ação de campanha em Barcelos, o PAN quis denunciar duas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) que são provisórias há largos anos, que funcionam mal e que “geram descargas” para os cursos de água, assumindo-se como perigos para o ambiente e para a saúde pública.
“É fundamental que se combata a poluição, o tratamento eficaz dos resÃduos, um compromisso para que os dinheiros públicos sejam canalizados para estas problemáticas”, defendeu.
VCP
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