
Porto, 11 jan 2021 (lusa) – A lÃder do PAN defendeu hoje que uma maioria absoluta “não serve os interesses de Portugal”, acusando o PS e o PSD de “convergirem num bloco central” que fez “retrocessos democráticos”.
“A maioria absoluta não serve os interesses de Portugal”, afirmou Inês Sousa Real, no Porto, na apresentação do programa eleitoral com que o PAN se apresenta à s legislativas de 30 de janeiro.
A também deputada justificou a sua opinião com os resultados daquilo a que chamou diálogo nos Governos de maiorias simples.
“Basta olharmos para aquilo que foi o crescimento, seja do ordenado mÃnimo, seja do crescimento do paÃs, quando tivemos governos de maioria absoluta e aquilo que os governos com uma maioria simples foram forçados a dialogar e a fazer avançar o pais”, apontou.
Para Inês Sousa Real é preciso “combater aquilo que é uma tentativa de viabilizar um Governo de maioria absoluta”, pelo que deixou um aviso e crÃticas ao PS e PSD.
“Não podemos continuar a votar no mesmo partidos que têm alternado no paÃs, PS e PSD que convergem num bloco central, que fazem retrocessos democráticos”, exemplificando com o fim dos debates quinzenais, “deixando assim fora a oposição e aquilo que tem que ser um escrutÃnio dentro do parlamento”, com a alteração à Lei das Petições ou das finanças locais.
O PAN salientou ainda que o paÃs tem que avançar, “não pode continuar estagnado e dividido em interesses e lobbies”, defendendo que Portugal não pode viver apenas de politicas de curto prazo.
“Precisamos de politicas que vão alem de um mandato, que vão além de um perÃodo de governação, que de forma estrutural garantam uma maior resiliência do paÃs e uma maior capacidade e enfrentarmos estas tempestades [crise económica e social]”, disse. Â
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