
Lisboa, 31 jan 2022 (Lusa) — O lÃder da Iniciativa Liberal (IL) disse, no domingo à noite, que a IL ao tornar-se na quarta força polÃtica mostrou que é possÃvel ganhar votos “sem populismos e sem extremismos” e prometeu ser “implacável” na oposição ao PS.
Perante uma sala com centenas de pessoas, na Gare MarÃtima da Rocha Conde D’Óbidos, em Lisboa, João Cotrim de Figueiredo, visivelmente emocionado, afirmou que a IL pode “cantar vitória” nestas eleições legislativas e, isso, é “motivo de profunda alegria”.
Segundo os dados oficiais disponÃveis à 01:50, e quando estão todas as freguesias apuradas, a IL obteve 4,98% dos votos, tendo conseguido eleger oito deputados.
No arranque da campanha eleitoral, a meta eram os 4,5% dos votos a nÃvel nacional e cinco deputados, tendo esse objetivo sido “largamente ultrapassado”, o que é um “profundo orgulho”, afirmou.
Enquanto se gritava “liberal, liberal, liberal”, Cotrim de Figueiredo prometeu que o grupo parlamentar da IL será uma “oposição firme, constante e implacável ao socialismo que há tanto tempo desgoverna Portugal”.
Satisfeito por poder usar o termo grupo parlamentar, o liberal, que considerou o resultado obtido uma “vitória da democracia em Portugal”, sublinhou que a IL provou que é possÃvel ganhar votos “sem ser populista ou extremista”.
“Passamos para quarta força polÃtica e mostramos que é possÃvel fazer uma campanha com clareza de objetivos, coerência de comportamento e coragem de falar popular e não popular”, frisou.
O liberal considerou que a IL provou nestas eleições que há um “novo fenómeno polÃtico” em Portugal “com ideias, rigor, coragem, sem protagonistas e sem populismos”.
“Foi inaugurada uma nova forma de fazer polÃtica”, sublinhou.
Apesar de nos últimos dias ter pedido a mobilização dos eleitores para atingir o terceiro lugar, tal como davam as últimas sondagens, Cotrim de Figueiredo garantiu que esse não era um objetivo fixado.
O PS venceu as eleições legislativas de domingo com maioria absoluta com 41,6% e 117 deputados, segundo os resultados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
SVF // LFS
Lusa/Fim



