
Porto, 24 jan 2022 (Lusa) — A coordenadora do BE, Catarina Martins, saudou hoje que o PS tenha deixado de falar de maioria absoluta e aponte à necessidade de entendimentos, esperando agora que deixe o ‘nim’ e seja mais claro sobre acordos à esquerda.
Um dia depois do convite que fez ao lÃder do PS para uma reunião no dia a seguir à s eleições para um acordo de legislatura, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre as declarações de António Costa à Rádio Renascença, que se mostrou disponÃvel para dialogar com todos os partidos à exceção do Chega e afirmou que nunca teve as portas fechadas ao BE.
“Registo que o PS deixou de falar de maioria absoluta e fala de necessidade de entendimentos, ainda bem”, começou por saudar.
Agora, a lÃder do BE espera que “seja possÃvel nestes dias que faltam ainda de campanha o PS dar um outro passo”.
“Deixar este ‘nim’ e ser mais claro sobre a necessidade de precisarmos de um contrato à esquerda pela saúde, pelo trabalho em Portugal”, desafiou.
Reiterando a disponibilidade do BE, Catarina Martins insistiu na disponibilidade que todos têm em Portugal de “ter respostas claras” e dizer ao que vêm nas eleições e “como será o dia seguinte”.
“Nós aqui estamos no dia 31 de janeiro para construir esse contrato para o paÃs”, assegurou.
O secretário-geral do PS afirmou hoje que, após as eleições legislativas de domingo, está disponÃvel para dialogar com todos os partidos com assento parlamentar, à exceção do Chega, para garantir uma boa solução governativa para o futuro.
Em entrevista à Rádio Renascença, António Costa referiu que a geringonça não é hoje a única solução e defendeu que, após conhecidos os resultados das legislativas de domingo, os partidos se reúnam para encontrar a melhor solução governativa.
“A seguir à s eleições todos vamos ter que falar com todos”, disse.
Respondendo ao convite que Catarina Martins lhe endereçou no domingo para um encontro no dia seguinte à s eleições, Costa esclareceu: “Nunca recusei qualquer conversa com o Bloco de Esquerda, só tenho mesmo pena que o BE tivesse impedido que as conversas sobre o Orçamento do Estado para 2022 tivessem continuado para além da generalidade e tivessem prosseguido na fase da especialidade”.
E adiantou que nunca teve as portas fechadas ao Bloco de Esquerda, com quem negociou temas importantes, como a reforma do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ou a lei do clima.
JF (SMM) // JPS
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