
Lisboa, 27 jan 2022 (Lusa) — A coordenadora do BE, Catarina Martins, criticou hoje que as medidas “mais simples de inclusão” para pessoas com deficiência não saiam do papel, comprometendo-se a levar estas questões para a mesa das negociações depois das eleições.
O BE começou o penúltimo dia de campanha das eleições de domingo com uma visita à Associação Portuguesa de Surdos, em Lisboa, para se inteirar dos principais problemas que enfrenta esta comunidade em Portugal, pretendendo dar visibilidade aos problemas desta comunidade.
“Não há ninguém em Portugal que deva ficar sujeitado a uma cidadania de segunda e, portanto, o compromisso do BE para com as pessoas com deficiência e para com as pessoas que, de alguma forma, são dependentes, é total”, assegurou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas, após uma reunião na qual conheceu, com o auxÃlio de um intérprete de lÃngua gestual portuguesa, os principais problemas que estas pessoas lidam todos os dias.
O BE, de acordo com a sua lÃder, não aceita que “as medidas mais simples de inclusão e de respeito pelas pessoas com deficiência e diversidade funcional fiquem sucessivamente também fechadas em gavetas”.
“Estamos aqui para dizer que toda esta gente que faz este paÃs escolhe no domingo o caminho e o próximo Governo”, apelou, prometendo que as pessoas com deficiência não serão esquecidas.
Na reunião que os bloquistas esperam ter com o PS a seguir à s eleições para negociar “um contrato para o paÃs”, quem “tem sido esquecido estará nas mesas de negociações com a força que o Bloco tiver no domingo”.
“Essa será a força contra o esquecimento contra o que fica invisÃvel. Todas as pessoas devem ser respeitadas no paÃs e não aceitamos mais que fiquem invisÃveis ou que as medidas prometidas nunca saiam do papel”, enfatizou.
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