
Lisboa, 14 jul 2026 (Lusa) – A criação de dez comunidades de cidadãos organizadas para produzir, partilhar, consumir e armazenar energia solar vai ser financiada pela Fundação Gulbenkian, até 30 mil euros por projeto, privilegiando famÃlias carenciadas e zonas menos povoadas.
Segundo o diretor do Programa Equidade e Sustentabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, LuÃs Jerónimo, o concurso lançado hoje pela Fundação vai privilegiar candidaturas provenientes de territórios de baixa densidade ou que apresentem maior vulnerabilidade energética, beneficiando famÃlias com encargos com a energia muito significativos.
A iniciativa destina-se a associações de desenvolvimento local, cooperativas e outras entidades da sociedade civil envolvidas com a comunidade local, pretendendo demonstrar que a transição energética pode ser feita a partir das comunidades, fomentando uma maior participação dos cidadãos nos seus bairros, freguesias e municÃpios.
Esta solução, apesar de ter enorme potencial, tem pouca expressão em Portugal, que conta com menos de uma dezena destas comunidades licenciadas, sendo o principal entrave a falta de capacidade financeira das associações locais e dos cidadãos para investir.
Perante a ausência de mecanismos públicos de financiamento especificamente destinados ao desenvolvimento das comunidades de energia renovável de iniciativa cidadã, a Fundação estabeleceu uma parceria com a Coopérnico — Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável.
As 10 melhores candidaturas a Comunidade de Energia Renovável (CER) vão receber um apoio financeiro até 30 mil euros por projeto, além de formação e capacitação.
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