
Seul, 25 mar 2026 (Lusa) – O líder norte-coreano, Kim Jong-un, demonstrou a “vontade inabalável” de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou hoje a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.
“Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável”, declarou Kim, na carta enviada na terça-feira ao chefe de Estado russo, citada pela agência oficial KCNA.
Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo.
O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas.
“Atualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países”, salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país.
Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.
De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito.
Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte.
“Expresso os meus sinceros agradecimentos por me terem enviado as vossas calorosas e sinceras felicitações por ocasião da minha retoma das pesadas responsabilidades de presidente dos Assuntos de Estado”, declarou.
Na terça-feira, meios de comunicação estatais em Minsk afirmaram que o Presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, se deslocaria à Coreia do Norte para uma viagem de dois dias, a partir de hoje, “com o objetivo de reforçar a cooperação bilateral”.
A KCNA confirmou que Lukashenko realizaria “uma visita oficial a convite de Kim Jong-un”, mas sem especificar a data.
Tal como a Coreia do Norte, a Bielorrússia é um aliado próximo da Rússia na guerra contra a Ucrânia.
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