
Lisboa, 15 set 2026 (Lusa) — Os juros das obrigações a 10 anos de Estados Unidos da América e Alemanha negoceiam hoje em valores que não se viam desde 2007 e 2009, respetivamente.
A subida do rendimento das obrigações tem sido verificada um pouco por todo o mundo, incluindo em Portugal.
Na Alemanha, a ‘yield’ das obrigações a 10 anos à s 11:15 subia para 3,534%, o valor mais alto verificado desde 18 de junho de 2009, enquanto os Estados Unidos da América ultrapassavam os 5% e atingiam um máximo desde junho de 2009.
Já a 30 anos, os 5,373% da dÃvida norte-americana hoje representa o valor mais alto desde 12 de junho de 2007.
Com o agravamento das perspetivas para a inflação, os investidores têm admitido a venda de obrigações, empurrando as ‘yields’ para máximos com vários anos.
A escalada das ‘yields’ acontece num contexto de subida do preço do barril de petróleo e do gás natural devido ao conflito no Médio Oriente e à perturbação da circulação de matérias-primas energéticas no estreito de Ormuz.
Durante a manhã de hoje, o barril de Brent para entrega em novembro subia 0,89% para 106,6 dólares, enquanto o crude do Texas (WTI) avançava 1,63% para 103 dólares.
Já o gás TTF saltou na segunda-feira cerca de 4% e negociou nos 82 euros por megawatt-hora.
Esta pressão energética tem tido impactos na inflação, com as previsões do FMI a apontarem para uma taxa global de 4,7% este ano. Na zona euro, os economistas do Banco Central Europeu (BCE) mantiveram as previsões, apontando para os 3,0% este ano, 2,3% no próximo e 2,1% em 2028.
A inflação é, a par do mercado do trabalho, um dos principais indicadores para ditar o rumo da polÃtica monetária.
Na semana passada, o BCE anunciou a segunda subida no ano das taxas de juro diretoras, ficando a principal nos 2,5%.
Hoje, tem inÃcio a reunião da Reserva Federal e os mercados antecipam que, na quarta-feira, seja anunciada uma subida de 25 pontos base das taxas diretoras.
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