
Washington, 27 ago 2026 (Lusa) — Um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que Khalid Sheikh Mohammed, autoproclamado mentor dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, começará a ser julgado a 05 de junho de 2028, informou a Axios.
O alegado mentor dos ataques e três cúmplices, Ammar al-Baluchi, Walid bin Attash e Mustafa al-Hawsawi, enfrentaram um longo processo marcado por inúmeros atrasos na Base Naval da BaÃa de Guantánamo até à decisão de quarta-feira do tenente-coronel Michael Schrama, quase 25 anos após os ataques.
Os arguidos estão entre os últimos detidos mantidos na base de Guantánamo, em Cuba.
A acusação tinha solicitado que o julgamento começasse em janeiro de 2027, mas o juiz Schrama determinou que a data não era realista.
O julgamento está agendado para começar a 05 de junho de 2028.
É necessário tempo adicional para resolver disputas pré-julgamento, incluindo divergências sobre quais as provas que podem ser apresentadas no julgamento, escreveu Schrama, na sua decisão.
Mohamed, detido em 2003 no Paquistão e detido na prisão de segurança máxima de Guantánamo desde 2006, é acusado de ter proposto a ideia dos ataques a Osama bin Laden e de ter supervisionado a operação.
As acusações contra Mohamed, Al Baluchi (também conhecido por Ali Abdul Aziz Ali), Attash, Al Hawsawi e um quarto arguido, posteriormente excluÃdo do caso por incapacidade mental, foram inicialmente apresentadas a uma comissão militar em 2008 por alegadamente terem orquestrado um dos piores ataques terroristas da história dos EUA.
Em julho de 2024, Mohamed e outros dois arguidos, detidos em Guantánamo, chegaram a acordo com os procuradores militares para se declararem culpados pelo assassÃnio de 2.976 pessoas em troca de evitar a pena de morte, acordo que foi posteriormente revogado pelo ex-Presidente norte-americano Joe Biden.
O longo processo foi suspenso durante vários anos e reformulado sob novas regras em 2012, quando começaram as audiências preliminares para determinar a data do julgamento, audiências que foram adiadas por dúvidas sobre a admissibilidade de provas obtidas mediante alegada tortura e por problemas logÃsticos.
VQ // VQ
Lusa/fim



