
Maputo, 08 mai 2025 (Lusa) – Os juÃzes moçambicanos voltaram hoje a pedir ao Governo “segurança mÃnima” para a classe, apelando ao seu “atendimento prioritário” e sugeriram a criação de uma “secção” policial de proteção aos magistrados.
“O Presidente da República, na qualidade de comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança, tem que criar condições a curto prazo para que os juÃzes tenham o mÃnimo de segurança”, disse o presidente da Associação Moçambicana dos JuÃzes (AMJ), Esmeraldo Matavele, à margem de um simpósio alusivo ao dia do juiz, assinalado hoje, em Maputo.
O primeiro apelo à segurança, dos magistrados, foi feito ao estadista moçambicano, Daniel Chapo, na segunda-feira, onde a classe apelou a uma “resposta a curto prazo” para o problema.Â
Para o representante, “é importante que os juÃzes tenham este atendimento prioritário”, para que estejam “na linha da frente na defesa do cidadão”, o que pode ser comprometido pelo problema da segurança, que atualmente “não está boa”.
“Temos casos de sequestro de juÃzes, temos casos de juÃzes que são agredidos e roubados. Quando nós reportamos à polÃcia, por exemplo, para o caso do roubo, o que a polÃcia faz é mandar uns dois agentes para garantir a segurança por dois dias, três dias, e retira, o juiz volta na mesma a viver a sua situação de medo”, explicou.
Como reposta, o presidente da AMJ defende a criação de uma secção de proteção aos magistrados na unidade de proteção das individualidades (UPAI), uma unidade policial responsável pela proteção de alguns membros do Governo moçambicano.
“Podia-se criar uma espécie de uma secção ao nÃvel de cada provÃncia para atender especificamente casos de problemas de segurança com juÃzes e procuradores”, disse.
Matavele defende ainda que através de uma “coordenação” a nÃvel das forças de defesa e segurança, é possÃvel que esta unidade, “a curto prazo”, possa garantir a segurança dos juÃzes.
“Claro que não é para termos um polÃcia para cada juiz, não é possÃvel, na realidade atual não é”, admitiu, afirmando, contudo, a importância de existir “uma equipa disponÃvel para qualquer situação” reportada. “Para não ouvirmos mais essa resposta de que não temos efetivos”, acrescentou.
Durante o encontro com os juÃzes na segunda-feira, o Presidente de Moçambique prometeu reformas na Justiça, com o objetivo de reforçar o setor no combate aos diversos tipos de crime.
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LYCE (PME) // JMC
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