
Caracas, 13 jul 2019 (Lusa) – O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou na sexta-feira a detenção de dois membros da sua equipa de segurança, advertindo que “provavelmente estão a ser torturados”.
“O regime cobarde rapta membros da minha equipa, Erick Sánchez e Jason Parisi, que estavam em Caracas a proteger a minha famÃlia, enquanto eu estou em Trujillo”, a cerca de 400 quilómetros da capital venezuelana, escreveu Guaidó, na rede social Twitter.
“A natureza do regime, o ódio, as divisões e contradições são o maior obstáculo para uma solução pacÃfica”, acrescentou Juan Guaidó, reconhecido como Presidente interino por cerca de 50 paÃses, incluindo Portugal.
Noutra publicação, o lÃder da oposição afirmou que “provavelmente” os dois homens da sua equipa de segurança “estão a ser torturados neste momento”.
A crise polÃtico-económica e social da Venezuela agravou-se em janeiro, quando o opositor Juan Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino do paÃs e lutar por uma transição e eleições livres e democráticas no paÃs.
Desde então, outras pessoas próximas a Guaidó foram detidas, nomeadamente o chefe de gabinete, Roberto Marrero, ou o vice-presidente da Assembleia Nacional (AN, parlamento), Edgar Zambrano.
Marrero foi detido em março passado sob acusações de liderar uma “célula terrorista”, enquanto Zambrano foi detido em maio, acusado pelo Governo chavista de traição à pátria e conspiração, por ter apoiado uma tentativa de golpe de Estado contra o Presidente do paÃs, Nicolás Maduro.
Segundo a agência da Nações Unidas para os refugiados, mais de quatro milhões de pessoas já saÃram do paÃs, desde 2015, com mais de um milhão destes a terem fugido desde o passado mês de novembro, em resultado da grave crise económica e social.
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