
Amã, 21 jun 2026 (Lusa) — A Jordânia executou hoje seis homens condenados pelo homicÃdio de membros das forças de segurança, pondo fim a uma moratória de nove anos sobre a aplicação da pena de morte, anunciou o governo.
Os seis homens foram condenados por “terrorismo e crimes graves”, referiu o porta-voz do governo e ministro da Comunicação Governamental, Mohammad Al-Momani, sublinhando o objetivo de fazer justiça “à queles que morreram a proteger” o paÃs.
A agência de notÃcias oficial jordana Petra avançou que as sentenças de morte, por enforcamento, foram executadas ao nascer do dia, depois de os executados terem sido condenados à pena capital sob a jurisdição do Tribunal de Segurança do Estado.
Dois dos homens estiveram envolvidos na morte, em 2018, de seis membros das forças de segurança, na cidade de Salt, na região centro oeste do paÃs, onde dirigiam “uma célula terrorista”.
Outro foi condenado pelo assassÃnio de um responsável da polÃcia durante protestos contra o aumento dos preços dos combustÃveis, em 2022.
Os demais, envolvidos no tráfico de drogas, utilizaram força letal durante operações policiais, entre 2014 e 2018, que resultaram na morte de três membros das forças de segurança.
De acordo com organizações não-governamentais como a Amnistia Internacional e a Coligação Mundial contra a Pena de Morte, há pelo menos 120 presos no corredor da morte na Jordânia.
O porta-voz do governo garantiu, em comunicado, que as execuções serão realizadas “uma a uma”.
As últimas execuções no reino ocorreram em 2017, quando 15 pessoas foram enforcadas, incluindo dez condenadas por terrorismo.
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