
Lisboa, 14 out 2020 (Lusa) — A candidatura presidencial de João Ferreira vai manter as suas ações de pré-campanha eleitoral, garantindo “todas as medidas de proteção sanitárias recomendadas”, apesar de o paÃs passar à “situação de calamidade” na quinta-feira devido à pandemia de covid-19.
O eurodeputado do PCP João Ferreira “prosseguirá a sua intervenção garantindo a observação de todas as medidas de proteção sanitárias recomendadas, assegurando a compatibilização do exercÃcio do direito de intervenção polÃtica necessária ao esclarecimento eleitoral que a importância da eleição justifica, com a prevenção e defesa da saúde pública”, segundo uma nota do gabinete da candidatura.
A Lusa havia questionado a candidatura sobre se haveria alguma alteração no programa de pré-campanha face ao agravamento da pandemia de covid-19 que levou o Governo, a elevar o nÃvel de alerta, que passa da “situação de contingência” para “situação de calamidade”.
Uma das consequências é a limitação do número de pessoas em espaços públicos.
Na quinta-feira, João Ferreira tem uma reunião prevista, em Lisboa, com a Provedora de Justiça, na sexta-feira está em Évora para um encontro com o Cendrev — Centro Dramático de Évora e no sábado estará em Leiria para uma visita ao Pinhal de Leiria.
A candidata a Presidente da República Ana Gomes cancelou hoje “todas as ações de campanha programadas para as próximas duas semanas” devido ao agravamento da pandemia de covid-19.
O primeiro-ministro anunciou hoje que, a partir de quinta-feira, serão proibidos ajuntamentos de mais de cinco pessoas na via pública e que os eventos de natureza familiar como casamentos e batizados terão um máximo de 50 participantes.
Estas são duas das oito medidas anunciadas por António Costa no final da reunião do Conselho de Ministros, em que também comunicou que Portugal vai elevar o estado de alerta no combate à pandemia da covid-19, passando da situação de contingência para o estado de calamidade.
Portugal contabiliza pelo menos 2.117 mortos associados à covid-19 em 91.193 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).
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