
Lisboa, 10 jun 2025 (Lusa) — A candidata presidencial Joana Amaral Dias lançou hoje a sua corrida a Belém com ataques a Gouveia e Melo, que considerou “o pior do sistema”, e caracterizou as eleições como “uma batalha em que se joga a pátria”.
Num comÃcio na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, acompanhado por algumas dezenas de pessoas, Joana Amaral Dias defendeu que o partido ADN, que apoia a sua candidatura, é a “única força polÃtica em Portugal contra os globalistas”.
Isso é “fundamental quando o grande bloco central está a desenhar-se no parlamento, uma espécie de chapéu de três bicos com um terceiro vértice, chamado Gouveia e Melo. Enfim, péssimas notÃcias para a democracia e para a liberdade”, considerou.
Para Joana Amaral Dias, Henrique Gouveia e Melo “veio para proteger os protegidos” e é o “expoente máximo do pior do sistema, suportado pelos falcões da guerra e pela indústria das armas”.
“Ele diz-se pró-vida, mas ele é o candidato pró-morte”, acusou.
Sobre as restantes candidaturas já anunciadas, de LuÃs Marques Mendes e de António José Seguro, Joana Amaral Dias considerou que não “farão frente” a Gouveia e Melo, porque estão “condicionados pela mesma agenda”.
“Os portugueses estão sem escolha, o paÃs está bloqueado. Amigos, compatriotas, todos os portugueses, não há outra poção. Impende sobre mim o dever de dizer-vos hoje: sim, Portugal, sim, portugueses, sim, aqui estou”, disse, anunciando que pretende construir uma alternativa numa altura em que, considerou, o paÃs está “cambaleante, aturdido, desorientado, cabisbaixo, desnorteado, sem presente ou futuro”.
“À nossa volta sobram, sobejam demasiados polÃticos e governantes que apenas ambicionam gerir a situação. Sem uma ideia, sem um rasgo, sem um rumo para Portugal”, defendeu, acusando-os de estarem “muito bem adaptados à economia de guerra, à submissão a Bruxelas, aos gangues globalistas e aos colaboracionistas internos”.
Joana Amaral Dias disse que está preparada para “restaurar e resgatar Portugal”, considerando que as eleições presidenciais vão ser uma batalha polÃtica “em que se joga, nem mais nem menos, a pátria”.
“Viver ou morrer. Continuar ou desistir. Lutar ou claudicar. Estou assim pronta, e totalmente dedicada, a esta que será a minha e a nossa derradeira batalha”, disse, num palco improvisado, onde esvoaçava uma bandeira de Portugal.
Afirmando que o lema da sua candidatura vai ser “pão, paz e liberdade” e a “independência e soberania” são os “garantes desses desideratos”, Joana Amaral Dias disse que a sua primeira prioridade vai ser a saúde e pretende lançar “um amplo debate sobre a promoção da natalidade”.
“Há que inverter rapidamente o inverno demográfico, esta pirâmide demográfica, a extinção dos portugueses”, defendeu.
Joana Amaral Dias disse ainda querer promover “uma auditoria à s contas do Estado, que permitam cortes de despesas supérfluas” e, caso seja eleita Presidente da República, utilizar o seu magistério de influência para “valorizar a portugalidade e a lÃngua que transporta” o que chamou de “base civilizacional” de Portugal.
A candidata defendeu ainda a necessidade de se desenvolver a ligação ferroviária entre Portugal e o resto da Europa e prometeu “enfrentar os três maiores lóbis do mundo”, que disse ser a indústria farmacêutica, a “grande indústria alimentar” e a “grande indústria da saúde”.
No final do discurso, Joana Amaral Dias deixou um apelo a “todos os que ainda não estão comprometidos com os três candidatos que já se apresentaram” para que se juntem à sua candidatura, antecipando que, se conseguir passar à segunda volta, vai ganhar as eleições.
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