
Lisboa, 04 jul 2023 (Lusa) — O ministro da Administração Interna rejeitou hoje qualquer risco de segurança para o paÃs decorrente das greves e manifestações das forças de segurança agendadas para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e recusou negociar “sob chantagem”.
À margem da cerimónia do 156.º aniversário da PolÃcia de Segurança Pública (PSP), que hoje decorreu na sede nacional em Lisboa, José LuÃs Carneiro respondeu à s exigências de melhorias salariais dos sindicatos, na base dos protestos agendados para a JMJ, com a previsão de um aumento médio de 20% na remuneração dos polÃcias até 2026, momentos depois de o próprio diretor-nacional da PSP, Magina da Silva, ter defendido no seu discurso a urgência de rever salários face ao contexto atual.
Sublinhando que não se pode realizar todo o investimento “de uma só vez”, José LuÃs Carneiro lembrou que as matérias reivindicadas pelos sindicatos das polÃcias continuam em processo negocial com o Governo, rejeitando ceder a pressões como os protestos agendados.
“Nós não podemos atuar sob pressão, nem sob chantagem, nem é assim que se governa um paÃs, nem se pode governar o Ministério da Administração Interna (MAI). […] O direito à manifestação é um direito democrático que deve ser respeitado na sua plenitude, mas não pode ser naturalmente pela pressão da manifestação que nós poderemos dar mais ou menos. O trabalho que estamos a fazer é um trabalho sério, é um diálogo rigoroso, construtivo”, disse o ministro da Administração Interna.
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